Desenvolvimento de Jogos Educacionais Acessíveis como Estratégia de Estímulo Sensorial, Cognitivo e Motor no Atendimento Educacional Especializado para Alunos com Baixa Visão
Educacional Especializado; Baixa Visão; Jogos Educacionais Acessíveis; Desenho Universal para a Aprendizagem
A presente pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação Inclusiva e está inserida na Linha de Pesquisa Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, com a produção de recursos educacionais acessíveis. O estudo tem como tema o desenvolvimento de jogos educacionais acessíveis como estratégia de estímulo sensorial, cognitivo e motor no Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco em estudantes com baixa visão. Parte-se do reconhecimento de que a inclusão escolar, fundamentada em legislações nacionais e internacionais, requer a superação de barreiras que limitam a participação e a aprendizagem dos estudantes público-alvo da Educação Especial, especialmente aqueles com deficiência visual, que necessitam de recursos ampliados, adaptações pedagógicas e estímulos multissensoriais para o desenvolvimento de suas potencialidades. O objetivo geral consiste em desenvolver e analisar jogos educacionais acessíveis destinados a estudantes com baixa visão no contexto do AEE, investigando suas contribuições para a aprendizagem e a autonomia desses sujeitos. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter aplicado, realizada na rede municipal de ensino de Alta Floresta–MT. Participam do estudo professores que atuam no AEE em Salas de Recursos Multifuncionais e um estudante com diagnóstico de baixa visão, selecionado de forma voluntária para a intervenção pedagógica. Os procedimentos de coleta de dados incluem questionários semiestruturados, observação sistemática, diário de campo, análise documental e aplicação de atividades com jogos educacionais acessíveis. A análise envolve a comparação do desempenho do estudante antes e após as intervenções, considerando aspectos sensoriais, cognitivos e motores, com ênfase na percepção visual residual, orientação espacial e mobilidade. Os resultados, ainda em desenvolvimento, indicam que o uso de jogos educacionais acessíveis tende a favorecer maior engajamento, participação ativa e ampliação das estratégias de aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e da funcionalidade visual do estudante com baixa visão. Observa-se também potencial contribuição para a prática pedagógica dos professores do AEE, ao oferecer recursos estruturados com base no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), favorecendo a diversificação de estratégias didáticas e a redução de barreiras no processo de ensino. Conclui-se que a elaboração e implementação de jogos educacionais acessíveis representam uma estratégia promissora para o fortalecimento da inclusão escolar, articulando teoria e prática no contexto do Atendimento Educacional Especializado.