Banca de DEFESA: TATIANE GOMES DE ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TATIANE GOMES DE ALMEIDA
DATA : 25/03/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Defesa via Video-Conferência
TÍTULO:

O IMPACTO DA DENGUE NO MATO GROSSO E SUAS RELAÇÕES AMBIENTAIS


PALAVRAS-CHAVES:


Incidênciapluviosidade; predação; larvófagos; córregos urbanos.


PÁGINAS: 61
RESUMO:

A dengue é uma doença viral que tem como agente causador um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que utiliza a água, não necessariamente limpa, para se reproduzir. Essa doença se tornou um grave problema de saúde pública, devido à dificuldade de se controlar a propagação deste vetor. Assim, medidas alternativas precisam ser estudadas para combater a proliferação do mosquito. Essa pesquisa buscou identificar a relação entre os distintos graus de qualificação ambiental e a ocorrência do vetor A. aegypti; e identificar a relação da dinâmica das águas dos córregos urbanos com os períodos de infestação do vetor. Este é um estudo epidemiológico e descritivo da taxa de incidência e da mortalidade por dengue, procurando correlacionar com pluviosidade, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Densidade Demográfica e o Índice de Sustentabilidade de Limpeza Urbana (ISLU). Também foram realizados experimentos de predação em condições laboratoriais utilizando três espécies de peixes (Moenkhausia dichroura, Astyanax asuncionensis e Aequidens plagiozanatus), em que larvas do A. aegypti foram ofertadas para as espécies para identificar se haveria predação; e, por fim, foi realizada a busca ativa pelo A. aegypti em três córregos urbanos da cidade de Cáceres. Nossos resultados mostraram que a incidência de dengue não apresentou relação significativa com a densidade demográfica (R²= 0,0025; p=0,56), porém apresentou relação com a pluviosidade (R²=0,0019; p<0,05). O mês de janeiro apresentou maior incidência (83,27/100 mil habitantes). Aequidens plagiozanatus atingiu 97,4% de predação e, Moenkhausia dichroura e Astyanax asuncionensis 64,52% e 54,92%, respectivamente. Ao comparar a capacidade predatória das espécies, Aequidens plagiozanatus foi aquela com maior predação (KW(2) = 19,40; p < 0,05) com 42,48% maior do que o Astyanax asuncionensis e 32,88% do que a Moenkhausia dichroura. A capacidade predatória dos três exemplares do Aequidens plagiozanatus comportamento semelhantes na capacidade predatória (F(0,05) = 3,76 < F = 5,14; p=0,08), predando 100% das larvas ofertadas. Ao introduzir o item alimentar macrófitas, o Aequidens plagiozanatus continuou a predar as larvas, chegando a 100% de predação. Ao comparar os quatro córregos apresentaram diferença nos níveis de degradação ambiental (F(0,05) = 3,24 < F = 7,87; p<0,05; dms= 9,32). O córrego de maior impacto foi o Canal do Renato, porém o Córrego Canal dos Fontes e Sangradouro não apresentaram diferença significante. O de menor impacto foi o José Bastos Foram capturados cinco vetores na forma adulta na foz do córrego Sangradouro as suas margens, além de 57 larvas nos estágios I, II, III e IV do A. aegypti. A dengue revelou picos epidêmicos com altas taxas de incidência em Mato Grosso, não apresentando relação com Densidade Demográfica, porém expressou relação significativa com a pluviosidade. As espécies de peixes nativas brasileiras apresentaram competência como predadoras de larvas do A. aegypti. No córrego urbano Sangradouro foram encontrados larvas e mosquito adultos do vetor transmissor da dengue.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 65536013 - CLAUMIR CESAR MUNIZ
Interno - 118188001 - ERNANDES SOBREIRA OLIVEIRA JUNIOR
Externo ao Programa - 83168002 - FATIMA APARECIDA DA SILVA IOCCA
Externo ao Programa - 83182001 - LUCIANA MELHORANCA MOREIRA AÑEZ
Notícia cadastrada em: 16/03/2022 15:39
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