Banca de QUALIFICAÇÃO: MARILENE APARECIDA MOREIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARILENE APARECIDA MOREIRA
DATA : 03/03/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Sala virtual google.meet
TÍTULO:

Condições socioambientais associadas às geo-helmintíases no Brasil: revisão sistemática


PALAVRAS-CHAVES:

Helmintos; Ascaris lumbricoides; Trichuris trichiura; AncilostomídeosSoil-Transmitted Helminths.


PÁGINAS: 52
RESUMO:

Objetivo: Conhecer a prevalência e as condições socioambientais relacionadas às infecções por geo-helmintos na população brasileira nos últimos dez anos. Material e método: Foi realizado uma revisão sistemática de publicações acerca da prevalência de geo-helmintos no Brasil com recorte temporal de 2010-2020. Estatística descritiva foi utilizada para os cálculos dos percentuais de prevalências dos geo-helmintos e dados sociodemográficos. Resultados: A pesquisa resultou em 39 estudos incluídos nas análises. As publicações científicas na área de infecção humana por geo-helmintos é estável no Brasil sendo encontrado maior número de estudos realizados nas regiões Sudeste e Nordeste. Quando analisada a prevalência geral dos estudos selecionados, encontramos a prevalência de 41%, mostrando que o quadro geral das geo-helmintíases no Brasil nos últimos dez anos é significativamente alto. Na distribuição das amostras por sexo e idade as maiores prevalências estão no sexo masculino (55%) e nos menores de 18 anos (99%). A prevalência geral por estado apresentou maiores porcentagens no Sergipe (82%) e Pernambuco (78%). Ascaris lumbricoides foi o geo-helminto mais prevalente (45%). Dentre os trabalhos que avaliaram os fatores ambientais e socioeconômicos relacionados às infecções, 48% deles destacaram que a infraestrutura sanitária precária é um fator predisponente. Conclusão: revelou-se uma alta prevalência por geo-helmintos na população brasileira. O geo-helminto mais prevalente identificado foi Ascaris lumbricoides. Dente os principais fatores associados às infecções por geo-helmintos relatados nas pesquisas, destacam-se a infraestrutura sanitária precária, o baixo nível socioeconômico, hábitos inadequados de higiene e má qualidade da água. É necessário que as organizações governamentais desempenhem o processo de sensibilização da população acerca da prevenção e cuidados que devem ser tomados para não propagar as infecções geo-helminticas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 61265003 - ANTONIO FRANCISCO MALHEIROS
Interno - 48690002 - SOLANGE KIMIE IKEDA CASTRILLON
Externo ao Programa - 116910001 - SHAIANA VILELLA HARTWIG
Notícia cadastrada em: 01/12/2021 16:27
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