Banca de QUALIFICAÇÃO: Antonia Rodrigues da Cruz

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Antonia Rodrigues da Cruz
DATA : 21/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Via Meet - meet.google.com/dmg-moqb-oiy
TÍTULO:

LITERATURA JUVENIL AFRO-BRASILEIRA E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA: SABERES NECESSÁRIOS À PRÁTICA


PALAVRAS-CHAVES:

Literatura juvenil afro-brasileira. Educação antirracista. Formação docente.


PÁGINAS: 171
RESUMO:

A presente tese tem como objetivo compreender as condições e os desafios do ensino da literatura juvenil afro-brasileira como apoio à formação antirracista no ensino fundamental das escolas públicas. Partindo da compreensão de que o racismo constitui uma estrutura social que se manifesta também no espaço escolar, o estudo propõe refletir de que modo a literatura juvenil afro-brasileira pode contribuir para o enfrentamento do racismo e para a promoção de práticas educativas comprometidas com o reconhecimento da diversidade cultural e com a valorização da identidade negra, considerando a leitura literária como experiência formativa capaz de ampliar horizontes de compreensão sobre si, sobre o outro e sobre o mundo e partindo da compreensão de que a escola, enquanto espaço de formação humana e social, desempenha papel decisivo na construção de valores, identidades e relações sociais mais justas e inclusivas. O trabalho organiza-se em quatro capítulos principais: o primeiro apresenta os fundamentos teóricos da educação antirracista , à luz de autores como Nilma Lino Gomes (2001, 2005, 2019), Eliane Cavalleiro (2001, 2012), Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (2005), Kabengele Munanga (2004, 2005, 2015) e também discute a relação entre o ideal do humanismo universalista, proposto por Antonio Candido (1988, 1999, 2011) e as perspectivas identitárias que emergem das experiências históricas de grupos subalternizados, à luz de autores como Eduardo de Asis Duarte (2008), Nelly Novaes Coelho (2000), Teresa Colomer (2003), Michele Petit (2008), Roger Chartier (1990), Perrone-Moisés (1990),   Regina Zilberman (1988, 2012) e Rildo Cosson (2016). O segundo capítulo analisa a literatura juvenil afro-brasileira como espaço de produção simbólica, afirmação identitária, resistência cultural e formação de consciência crítica considerando seu papel na construção de representações positivas da população negra e na ampliação de vozes historicamente silenciadas no campo literário, tendo como corpus e o horizonte de análise da presente investigação as produções Pretinha, eu? (2008) de Júlio Emílio Braz e Cabelo ruim? (2010) de Neusa Baptista Pinto. O terceiro capítulo desenvolve uma leitura interpretativa das narrativas selecionadas, evidenciando seus sentidos literários, culturais e educativos, bem como suas implicações para a formação de leitores e para a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a equidade racial. O quarto e último capítulo reflete sobre os saberes e as práticas docentes necessários à construção de uma educação antirracista, tomando a literatura juvenil afro-brasileira como mediação pedagógica privilegiada. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa de caráter bibliográfico e interpretativo, buscando articular teoria e prática por meio da análise de obras literárias e de estudos sobre formação docente. Espera-se que os resultados contribuam para fortalecer o debate sobre a efetivação da Lei 10.639/03, ampliando a compreensão do papel da literatura afro-brasileira como ferramenta de educação crítica, humanizadora e transformadora.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 005.157.981-26 - EPAMINONDAS DE MATOS MAGALHAES - IFMT
Interno - 46475010 - AGNALDO RODRIGUES DA SILVA
Interno - 131983001 - AROLDO JOSE ABREU PINTO
Externa à Instituição - ANNE DE MATOS SOUZA FERREIRA - IFMT
Notícia cadastrada em: 21/07/2026 17:20
SIGAA | Tecnologia da Informação da Unemat - TIU - (65) 3221-0000 | Copyright © 2006-2026 - UNEMAT - sig-application-03.applications.sig.oraclevcn.com.srv3inst1