Banca de QUALIFICAÇÃO: DAGOBERTO ROSA DE JESUS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DAGOBERTO ROSA DE JESUS
DATA : 24/02/2022
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/jaz-vmna-yqm
TÍTULO:

NAS VEREDAS DA ORFANDADE: SOBRE MENINOS, FAZENDEIROS E JAGUNÇOS – O MENINO DE ENGENHO, SÃO BERNARDO E GRANDE SERTÃO: VEREDAS



PALAVRAS-CHAVES:

Órfão; Narradores; Graciliano Ramos; José Lins do Rego; Guimaraes Rosa



PÁGINAS: 1
RESUMO:

Centradas no universo da literatura produzida no Brasil esta tese volta-se para o estudo da perspectiva dos narradores órfãos em três romances brasileiros e, por meio da Literatura Comparada entender em que medida os narradores dialogam com a sociedade e traduzem o país e seu povo. Para tanto selecionamos: O Menino de engenho, (1923), de José Lins do Rego, São Bernardo, (1934), de Graciliano Ramos e Grande sertão: Veredas, (1956), de Guimarães Rosa para estabelecer alguns contrapontos, aproximações e. distanciamentos. Nestes três romances, pertencem à estética modernista, mais precisamente ao regionalismo, seus narradores são órfãos e se deslocam dentro de um espaço temporal entre final do século XIX e início do século XX, no verso deste deslocamento apresentam um Brasil, até então, pouco narrado na literatura brasileira, conta de uma realidade rural pouco conhecida dos leitores de até então. No contexto social temos um país saindo do regime escravocrata, em transição para República, procurando se fortalecer na busca de uma identidade nacional. Cada um desses romances oferece ao leitor a representação literária de uma parte do país, seja o mundo dos senhores de engenhos, seja a realidade de fazendeiros, donos de gado e gente que constroem seu poderio pela força do capital, seja um bando de jagunços que disputam pelo poder em lutas e guerras errantes nos sertões do Gerais. Sob a ótica destes três autores entramos em contato com um universo rural, sertanejo, com sua ecologia povoada de homens fortes, coronéis, jagunços, negros, meninos e moleques, casas grandes e senzalas, sertões, lutas, agregados, bastados e órfãos que vivem e um Brasil, que como diz Flora Sussekind; “não é longe daqui”. Instiga-nos entender como estes romances e seus narradores órfãos dialogam com esta sociedade e, em que medida estes narradores traduzem o país e seu povo, qual a relação entre esta literatura e a vida social. E assim poder entender de forma mais clara a relação entre estes retratos do Brasil e a orfandade, bem como, o peso e a marca que este signo da orfandade impõe na literatura, na cultura e na identidade do país.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 46475020 - AGNALDO RODRIGUES DA SILVA
Presidente - 329.618.981-53 - ELISABETH BATTISTA - UNEMAT
Interno - 005.157.981-26 - EPAMINONDAS DE MATOS MAGALHAES - IFMT
Notícia cadastrada em: 04/02/2022 18:23
SIGAA | Tecnologia da Informação da Unemat - TIU - (65) 3221-0000 | Copyright © 2006-2022 - UNEMAT - sig-application-02.applications.sig.oraclevcn.com.srv2inst1