Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSÉ FLÁVIO DA PAZ

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOSÉ FLÁVIO DA PAZ
DATA : 27/09/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Defesa On-line PPGEL
TÍTULO:

 A IRONIA COMO RECURSO POÉTICO: PERSPECTIVAS POLIFÔNICAS, SEMÂNTICAS E SUBJETIVAS NA POESIA DE EDUARDO MARTINS


PALAVRAS-CHAVES:

Poesia pernambucana; Literatura rondoniense; MEIPE; Ironia; Eduardo Martins.


PÁGINAS: 165
RESUMO:

O Movimento dos Escritores Independentes de Pernambuco (MEIPE) foi criado por escritores adolescentes e jovens, nos anos 80, na cidade do Recife, caracterizado por resistir ao sistema opressor, pós-ditatorial porque passava o Brasil à época e, por suas formas vanguardistas no modo de ler, ver e fazer poesia de aparente rebeldia e de insubordinação aos modelos pasteurizados produzindo uma literatura à margem do estabelecido pelos poetas clássicos, afastando-se, desse modo, do cânone literário brasileiro. Em meio a nomes, como Francisco Espinhara, Cida Pedrosa, Fátima Ferreira, Héctor Pellizzi, entre os fundadores, militantes e resistentes no/do MEIPE, destaca-se o poeta Eduardo Martins, um dos membros que promove o Movimento e continua a produzir literária e academicamente. Seus poemas carregam as ideologias do MEIPE e, além da subjetividade, da semanticidade e da polifonia, características típicas da poesia, à ironia se apresenta como uma marca nas suas obras, não somente a ironia como a linguística promove, mas uma ironia situacional, de cunho filosófico, psicanalítico, romântico e sensível como a poesia e a literatura de forma mais ampla, expressa de variadas maneiras, seja na autoironia do eu lírico frente à vida humana, sua percepção do mundo e como vivenciá-lo, interferindo nas formas de ver-pensar-agir. Uma ironia metafísica, mas também envolto às questões míticas e cósmicas que reflitam acerca das questões existenciais, da fé, do amor, da morte e dos sofrimentos positivos e/ou negativos a que o ser humano está sujeito, enquanto ser vivente e pensante. Quando não, surpreende-nos com a sua intenção poética nos conduzindo a uma produção de efeitos irônicos, tornando-nos ironistas. Logo objetiva-se evidenciar a presença no MEIPE e a ironia no percurso dos poemas de Eduardo Martins, por meio dos efeitos simbólicos ou metaforizados, estrategicamente produzidas pelo poeta, nas obras Eczema no lírico (1985), O lado aberto (2004) e Signos secos (2021). Para tanto, utilizar-se-á da pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, bibliográfico-comparativo e documentacional, com orientação analítico-descritiva, frente às consultas em publicações diversas, inclusive nos doze livros publicados por Eduardo Martins, nas quatro últimas décadas. Pensadores como Adorno (2003); Aristóteles (1993 e 1998); Arrigucci Jr. (1997, 2002 e 2003); Bosi (1992 e 2015); Campos & Cordeiro (2005); Campos (1977) Candido (1996); Espinhara (2000); Friedrich (1978); Hegel (1996); Kant (1993); Kayser (1963); Kierkegaard (2006); Paz (1982); Rorty (2007); Sanches & Martins (2019); Valéry (1991); Williams (1987) entre outros que somam na sustentação e defesa das argumentações que se pretendem inferir. Espera-se como resultados, além do cumprimento dos objetivos propostos, estabelecer conexões entre o Poeta e a sociedade, reconhecendo a sua produção como rondopermabucano, visto que nasce em Pernambuco e produz grande parte das suas obras no estado de Rondônia, conduzindo-o a condição de poeta nacional, tendo a ironia e independência como elementos essenciais na sua trajetória poética.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 131983001 - AROLDO JOSE ABREU PINTO
Interno - 131915001 - ALEXANDRE MARIOTTO BOTTON
Externo à Instituição - JÚLIO CÉSAR BARRETO ROCHA - UNIR
Notícia cadastrada em: 16/09/2021 18:23
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