DETERMINANTES DA DINÂMICA DE REBROTAS PÓS-FOGO DE ESPÉCIES SAVÂNICAS DE CERRADO
Bioma Cerrado, rebrotas basais, regime de fogo
O aumento na frequência de incêndios na América do Sul ocorreu em mais da metade nas savanas por pressão das atividades humanas, mesmo o Cerrado brasileiro sendo um ecossistema que evoluiu na presença de fogo, está sendo afetado com o encurtamento dos intervalos de fogo no Bioma. Então, mecanismos de recuperação da vegetação como a capacidade de rebrotar e entender a dinâmica das rebrotas basais de espécies lenhosas pós-fogo são essenciais. Avaliar a dinâmica a longo prazo das rebrotas basais (número, altura, biomassa e mortalidade) entre fitofisionomias de Cerrado Típicoqueimado (CTQ), não-queimado (CTN) e Cerrado Rupestre queimado (CRQ), considerando também a dinâmica específica de 26 espécies lenhosas do Cerrado. Nosso estudo foi realizado na Unidade de Conservação Parque Municipal do Bacaba, localizado em Nova Xavantina, Mato Grosso. A coleta de dados foi realizada em áreas queimadas e não queimadas em que amostramos dados de quantidade, altura e diâmetro das rebrotas. Os fatores que explicam a variação nos parâmetros das rebrotas foi influenciado primeiramente pelas características das espécies, e também pelo tipo de vegetação e os regimes de fogo que moldam a capacidade, os estoques de biomassa e mortalidade das rebrotas ao longo do tempo.