Projeto Político Pedagógico

O Projeto Pedagógico do curso de Engenharia Florestal da UNEMAT, seguindo as diretrizes básicas da Resolução nº 003/2006 do Conselho Nacional de Educação, proporciona uma sólida formação científica e profissional geral, formando profissionais dispostos a absorver e desenvolver novos saberes e tecnologias, com capacidade crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando para isso os aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade compreendendo e traduzindo as necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidade com relação aos problemas tecnológicos, socioeconômicos, gerenciais e organizativos, apresentando um uso racional dos recursos disponíveis, além da conservação do equilíbrio do ambiente,  demonstrando capacidade de adaptação, de modo flexível, crítico e criativo, às novas situações.

Considerando a reestruturação realizada neste curso, deseja-se estimular a formação de um profissional multidisciplinar com independência intelectual, espírito de liderança e empreendedorismo para que possa desenvolver e implantar soluções sustentáveis e tecnológicas na resolução de problemas nos mais diversos setores, pautados sempre no manejo sustentável dos recursos naturais. Destaca-se novamente a habilitação em geoprocessamento deste curso, que possibilitará aos egressos contato direto com diferentes tecnologias e suas aplicações permitindo assim, maior inserção no mercado de trabalho.

A regulamentação da atividade profissional do Engenheiro Florestal foi definida pela Lei nº 5.194/1966, sendo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) o órgão responsável pela fiscalização do exercício profissional do Engenheiro Florestal. Assim, as Resoluções nº 186/1969 e 218/1973 do CONFEA consideram como campos de atuação profissional do Engenheiro Florestal:

I- Engenharia Rural, compreendendo:

a. atividades aplicadas para fins florestais de topografia, fotointerpretação, hidrologia, irrigação, drenagem e açudagem;

b. instalações elétricas de baixa tensão, para fins florestais;

c. construções para fins florestais, desde que não contenham estruturas de concreto armado ou aço;

d. construção de estradas exclusivamente de interesse florestal;

II- Defesa sanitária, compreendendo controle e orientação técnica na aplicação de defensivos para fins florestais;

III- Mecanização, compreendendo experimentação, indicação do emprego de tratores, máquinas e implementos necessários a fins florestais;

IV- Pesquisa, introdução, seleção, melhoria e multiplicação de matrizes, sementes, mudas, no campo florestal;

V- Padronização, conservação, armazenagem, classificação, abastecimento e distribuição de produtos florestais;

VI- Florestamento, reflorestamento, adensamento, proteção e manejo de florestas;

VII- Exploração e utilização de florestas de seus produtos;

VIII- Levantamento, classificação, análise, capacidade de uso, redistribuição, conservação, correção e fertilização do solo, para fins florestais;

IX- Tecnologia e industrialização de produtos e subprodutos florestais;

X- Arborização e administração de parques, reservas e hortos florestais;

XI- Fitopatologia, microbiologia, parasitologia e entomologia florestais;

XII- Xilologia. Secagem, preservação e tratamento da madeira;

XIII- Meteorologia, climatologia e ecologia;

XIV- Silvimetria, dendrologia e métodos silviculturais;

XV- Extensão, cadastro, estatística e inventário florestais;

XVI- Política e economia florestais;

XVII- Promoção e divulgação de técnicas florestais;

XVIII- Assuntos de engenharia legal referentes a florestas, correspondendo vistorias, perícias, avaliações, arbitramentos e laudos respectivos;

XIX- Planejamento e projetos referentes à Engenharia Florestal.

O curso de Engenharia Florestal da UNEMAT, de acordo com a Decisão Plenária 2087/2004 do sistema Confea/CREA, habilita seus egressos a atuarem também na área de geoprocessamento, sendo, portanto, uma atribuição adicional aos profissionais formados nesta instituição.

Segundo ainda a Resolução 218/1973 do CONFEA, as atividades desenvolvidas pelo Engenheiro Florestal, segundo suas atribuições, são classificadas nas seguintes:

Atividade 01 - Supervisão, coordenação e orientação técnica;

Atividade 02 - Estudo, planejamento, projeto e especificação;

Atividade 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica;

Atividade 04 - Assistência, assessoria e consultoria;

Atividade 05 - Direção de obra e serviço técnico;

Atividade 06 - Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico;

Atividade 07 - Desempenho de cargo e função técnica;

Atividade 08 - Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica, extensão;

Atividade 09 - Elaboração de orçamento;

Atividade 10 - Padronização, mensuração e controle de qualidade;

Atividade 11 - Execução de obra e serviço técnico;

Atividade 12 - Fiscalização de obra e serviço técnico;

Atividade 13 - Produção técnica e especializada;

Atividade 14 - Condução de trabalho técnico;

Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;

Atividade 16 - Execução de instalação, montagem e reparo;

Atividade 17 - Operação e manutenção de equipamento e instalação;

Atividade 18 - Execução de desenho técnico.

Assim, o profissional de Engenharia Florestal pode atuar de diferentes formas no mercado de trabalho, sendo as principais:

- Profissional Liberal;

- Empresário;

- Funcionário de Empresas Privadas;

- Funcionário do Setor Público;

- Professor em Escolas Técnicas e de Ensino Superior;

- Representante Comerciante.

Os bacharéis formados em Engenharia Florestal, podem ainda, ao término de sua graduação, ingressarem em cursos de pós-graduação em nível de especialização para aperfeiçoarem e melhorarem seus conhecimentos em uma área especifica das Ciências Florestais ou áreas afins. Como também podem ingressar em cursos de Mestrado e, posteriormente, Doutorado para atuarem na área acadêmica e na pesquisa e/ou docência.

De acordo com as regulamentações do sistema CONFEA e do Conselho Nacional de Educação, o profissional de Engenharia Florestal tem habilidades e competências para atuar em atividades ligadas a ecossistemas florestais de forma eficiente e sustentável, sendo estas:

a) estudar a viabilidade técnica e econômica, planejar, projetar, especificar, supervisionar, coordenar e orientar tecnicamente;

b) realizar assistência, assessoria e consultoria;

c) dirigir empresas, executar e fiscalizar serviços técnicos correlatos;

d) realizar vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e pareceres técnicos;

e) desempenhar cargo e função técnica;

f) promover a padronização, mensuração e controle de qualidade;

g) atuar em atividades docentes no ensino técnico profissional, ensino superior, pesquisa, análise, experimentação, ensaios e divulgação técnica e extensão;

h) conhecer e compreender os fatores de produção e combiná-los com eficiência técnica e econômica;

i) aplicar conhecimentos científicos e tecnológicos;

j) conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;

k) identificar problemas e propor soluções;

l) desenvolver e utilizar novas tecnologias;

m) gerenciar, operar e manter sistemas e processos;

n) comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;

o) atuar em equipes multidisciplinares;

p) avaliar o impacto das atividades profissionais nos contextos social, ambiental e econômico;

q) conhecer e atuar em mercados do complexo agroindustrial e de agronegócio;

r) compreender e atuar na organização e gerenciamento empresarial e comunitário;

s) atuar com espírito empreendedor;

t) conhecer, interagir e influenciar nos processos decisórios de agentes e instituições na gestão de políticas setoriais.

METODOLOGIAS E POLÍTICAS EDUCACIONAIS

 

2.1 Relação entre Ensino, Pesquisa e Extensão

A reestruturação do PPC do curso de Engenharia Florestal busca maior integração entre o Ensino, Pesquisa e Extensão. O curso passará a ser ofertado em turno único no período matutino (7:00 às 12:00h), permitindo assim que os alunos possam se envolver mais nas atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas na Instituição bem como buscarem atividades extracurriculares. Dessa forma, os discentes serão estimulados a participar de projetos de pesquisa/inovação e de extensão como voluntários, e/ou como bolsistas, de acordo com a disponibilidade de bolsas captadas pelos professores do curso. A participação dos discentes em atividades de pesquisa e extensão permitirá que estes apresentem os resultados de seus trabalhos à sociedade, com divulgação de trabalhos em eventos técnicos e científicos, publicações técnicas e científicas em diferentes meios, o que impulsiona a oferta de atividades de extensão, possibilitando maior interação com a comunidade em geral.

            O contato com o mercado de trabalho durante o curso é outro foco da mudança para turno único, assim os discentes poderão participar das atividades promovidas pela Empresa Júnior do curso bem como em outras instituições ou empresas, possibilitando o desenvolvimento de parcerias para atividades externas entre os professores do Curso e a comunidade e ainda propiciando vivência profissional aos estudantes envolvidos nas atividades.

            Além das atividades descritas, ressalta-se que este PPC estimula a integração da pesquisa e extensão nas diferentes disciplinas ofertadas durante o curso, buscando o desenvolvimento de aulas integradas que resultem em práticas de pesquisa e extensão. Com a creditação de extensão obrigatória, essas atividades se farão sempre presentes durante a formação acadêmica dos estudantes do curso. Ressalta-se que essa integração ocorre também nos componentes curriculares de TCC I, TCC II, e Estágio curricular supervisionado.

 

2.2 Integração com a Pós-graduação

O Campus de Alta Floresta conta atualmente com dois cursos em nível de mestrado, o Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Agroecossistemas Amazônicos (PPGBioagro) e Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas (PGMP), e um em nível de doutorado, o Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte), programa em rede que conta com professores e pesquisadores de várias instituições da Amazônia Legal. Assim os discentes do curso de Engenharia Florestal poderão participar das diferentes pesquisas e atividades desenvolvidas pelos professores nos diferentes programas de pós-graduação, o que possibilita a vivência ativa com diferentes atividades acadêmicas, despertando também o interesse pela pesquisa e docência.

            Os Programas de Pós-Graduação ofertados pela Unemat poderão ser também a forma de ingresso dos estudantes em cursos de mestrado e posterior doutorado. No entanto, os discentes serão estimulados também a continuarem sua formação acadêmica em outras instituições do Brasil ou internacionais.

 

2.3 Mobilidade estudantil e internacionalização

A mobilidade acadêmica também será incentivada no curso, tanto dentro da instituição como para outras instituições de ensino no Brasil e no exterior, como forma de o discente ter contato com outras culturas, diferentes metodologias de ensino e diferentes formações técnicas, ampliando seu conhecimento cultural, técnico e ainda divulgando o curso de Engenharia Florestal e a UNEMAT.

A mobilidade seguirá a Resolução 087/2015 do Conepe, que dispõe sobre a Política de Mobilidade Acadêmica no âmbito da graduação na Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT. Pelas definições da resolução, a Mobilidade Acadêmica consiste no vínculo temporário de discentes dos cursos de graduação da UNEMAT com Instituições de Educação Superior públicas, nacionais ou internacionais, conveniadas, doravante denominadas IES de destino, ou com os Campi da UNEMAT.

A Mobilidade Acadêmica, nacional e internacional, poderá ocorrer por meio de:

I. Adesão a Programas do Governo Federal;

II. Celebração de acordo de cooperação interinstitucional;

III. Celebração de acordo de cooperação com instituições financiadoras.

            Atualmente, além da mobilidade entre os diferentes Campus da Unemat, a Instituição tem parceria nacional com as instituições que compõe a Abruem (Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais) e com as seguintes instituições internacionais: Seciba e a Esccola Dietrich Bonhoesfer Gymnsiu (Alemanha), Universidade Nacional de Cuyo Uncuyo (Argentina), Universidad Autónoma Gabriel René Moreno – UAGRM (Bolívia), Prefeitura de San Ignácio de Velasco (Bolívia), Universidad Nacional de Colômbia (Colômbia), Universidad de Costa Rica – UCR (Costa Rica), Faculdade de Ciências Médicas Dr. Ernesto "Che" Guevara de La Serna Pinar Del Rio (Cuba), Universidade de Extremadura (Espanha), Radbould University (Holanda), University of Leeds – Inglaterra e Chancellor, Masters & Scholars da Universidade de Oxford (Inglaterra), Universidade de Nuevo Leon (México), Universidade de Coimbra, Universidade de Lisboa, Universidade do Algarve, Universidade de Aveiro, Universidade do Porto (Portugal), University of East Anglia (Reino Unido), University De Basel Swiss Tropical and Public Healtf Institute (Suiça).

 

2.4 Tecnologias digitais de informação e comunicação no processo de ensino-aprendizagem

O curso de Engenharia Florestal utilizará as tecnologias digitais de informação e comunicação na gestão pedagógica de todo o processo de ensino-aprendizagem, incluindo a oferta de parte de seus créditos à distância, por meio de plataforma de Ambiente Virtual de Aprendizagem utilizada pela instituição, proporcionando assim aos docentes e discentes o contato com diferentes tecnologias digitais de informação e comunicação (TICs), incentivando a independência intelectual.

            Associadas à creditação a distância em diferentes componentes curriculares do curso, principalmente nas áreas de Geoprocessamento, Manejo Florestal e Técnicas de Operações Florestais, as TICs farão parte da rotina acadêmica dos docentes e discentes como forma de incentivo ao uso de diferentes tecnologias, proporcionando diferentes experiências durante o processo de ensino-aprendizagem.

 

2.5 Educação inclusiva

2.5.1. Condições de Acessibilidade para Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida

            A Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015 trata da Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) e se destina a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. A Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva, determina que, na educação superior, a educação especial seja efetivada por meio de ações que promovam o acesso, a permanência e a participação dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos sistemas de informação, nos materiais didáticos e pedagógicos, que devem ser disponibilizados nos processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa e a extensão.

Na UNEMAT, o auxílio à Pessoas com Deficiência - PCD ocorre de acordo com a demanda apresentada e ainda não está regulamentado por resolução específica. No caso do curso de Engenharia Florestal, a coordenação do curso identifica os alunos (essa identificação pode ocorrer no ato da matrícula e/ou a partir de demandas espontâneas dos próprios, ou ainda, através da solicitação dos docentes) e encaminha as informações para a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, que acompanha semestralmente o ingresso de discentes com necessidades educacionais especiais na UNEMAT. Desta forma, o Curso de Engenharia Florestal, dentro de suas capacidades e com auxílio de profissionais, promoverá a inclusão de discentes com necessidades buscando estratégias para facilitar o processo de ensino-aprendizagem bem como a acessibilidade destes estudantes tanto nas aulas teóricas quanto práticas, incentivando a permanência deles no curso por meio da integração entre discentes, docentes e profissionais da área.

 

2.5.2. Políticas de apoio ao discente

O aluno do Curso de Engenharia Florestal poderá ter acesso às diferentes formas de assistência estudantil promovidas pela UNEMAT, entre elas, bolsas diversas são disponibilizadas como canais auxiliares na construção das competências e habilidades requeridas na formação do perfil do egresso.

A educação inclusiva pode ser entendida como uma concepção de ensino contemporânea que tem como objetivo garantir o direito de todos à educação. Ela pressupõe a igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humanas. Nesse sentido, a UNEMAT tem adotado políticas de atendimento aos discentes como forma de garantir o direito de todos à educação, assegurando a igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humanas.

As políticas estudantis na UNEMAT são pautadas atualmente no estudo e avaliação do perfil socioeconômico dos alunos ingressantes e concluintes desta Instituição, tendo como principal objetivo garantir o acesso e permanência dos alunos na Instituição através das seguintes ações:

• Auxílio Alimentação;

• Auxílio Moradia;

• Auxílio Publicação/Participação em eventos científicos;

• Seguro de Vida aos Acadêmicos;

• Auxílio a Pessoas com Deficiência – PCD;

• Fortalecimento dos CAs e DCEs.

Para a efetivação dessas ações, são abertos atualmente editais anuais específicos para a concessão dos Auxílios Alimentação e Moradia. A concessão de auxílio publicação/participação em evento científico é contínua durante o ano, de acordo com a demanda apresentada pelos acadêmicos de graduação e pós-graduação. A concessão dos Auxílios Alimentação e Moradia é regida pela Resolução Nº 004/2012 – CONSUNI. (Relatório PRAE 2018). O quadro a seguir (Quadro 1) apresenta todos os tipos de auxílios e bolsas ofertados pela UNEMAT e, portanto, disponíveis aos discentes do curso de Engenharia Florestal, conforme PDI da instituição (2017-2025).

 

 

Quadro 1. Tipos de Auxílios e Bolsas ofertados pela UNEMAT aos acadêmicos.

Bolsa

Característica

Auxílio Alimentação

Para contribuir com estudantes em condições de vulnerabilidade social, a UNEMAT seleciona, por meio de edital, acadêmicos para receberem o auxílio mensal para suprir necessidades alimentares.

Auxílio Moradia

O auxílio moradia é concedido a estudantes em condições socioeconômicas vulneráveis. A concessão do benefício se dá por meio de edital de seleção.

Bolsa Apoio

Os estudantes em condições de vulnerabilidade econômica e social podem ser beneficiados com uma bolsa apoio, concedida por meio de edital de seleção coordenado pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE).

Bolsa Auxílio a eventos

Alunos de graduação e de pós-graduação, selecionados para apresentar trabalhos acadêmicos em eventos regionais, nacionais e internacionais, podem solicitar para a PRAE auxílio financeiro com valores previamente estabelecidos.

Bolsa Cultura e Bolsa Esporte

Para garantir ações que valorizam a cultura e o esporte, a UNEMAT concede bolsas para a comunidade acadêmica, ou sociedade em geral, para atuar em projetos propostos por docentes e servidores técnico-administrativos. Para concorrer a essas bolsas, é preciso ser profissional da área ou ter reconhecido saber.

Bolsa de Iniciação Científica

As bolsas de iniciação científica visam fomentar e incentivar o acadêmico a participar de projetos de pesquisa. Na UNEMAT, são oferecidas bolsas financiadas pela própria Instituição, pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso - Fapemat e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.

Bolsa Estágio

A UNEMAT seleciona acadêmicos para atuar junto à Instituição por meio de estágio não obrigatório e remunerado, conforme legislação estadual. A bolsa estágio, coordenada pela Pró-Reitoria de Administração - (Prad), é uma forma de aliar conhecimentos teóricos à prática.

Bolsa Extensão

Acadêmicos da UNEMAT que atuam em projetos de extensão com interface com a pesquisa podem receber bolsas financiadas pela própria Instituição ou pela FAPEMAT. Podem concorrer a essas bolsas, acadêmicos que não estejam cursando o primeiro e o último ano da graduação.

Bolsa Focco

O Programa de Formação de Células Cooperativas visa aumentar a taxa de permanência e aprovação nos cursos de graduação, além de estimular a formação de profissionais proativos e habilitados para o trabalho em equipe.

Bolsa Pibid

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência é financiado pelo Governo Federal, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e visa valorizar e incentivar a formação de novos professores. O Programa prevê bolsas para acadêmicos, professores da rede pública de ensino que atuam como supervisores e docentes da própria UNEMAT. Atualmente todos os cursos de licenciatura oferecidos pela Instituição possuem bolsas financiadas pela Capes. 

Fonte: PDI UNEMAT 2017-2025

 

2.6- Políticas de estímulo ao empreendedorismo

A UNEMAT tem estimulado o empreendedorismo por meio de programas de incentivo ao empreendedorismo no âmbito acadêmico. Além disso, em 2016, através da Resolução n° 43 do CONEPE, passou a regulamentar o reconhecimento e a criação das Empresas Juniores. Já em 2017, lançou o edital 009 da PROEC para recebimento de propostas para criação de Empresa Junior no âmbito da UNEMAT, com o objetivo incentivar e estimular a capacidade empreendedora dos alunos, proporcionando-lhes o enriquecimento da formação acadêmica por meio da experiência profissional e empresarial, ainda em ambiente acadêmico, a UNEMAT estimula a criação de empresas juniores.

O curso de Engenharia Florestal teve a sua Empresa Junior aprovada recentemente pelo CONSUNI (2019). Através dela, serão desenvolvidas atividades de consultoria em projetos a instituições públicas e privadas ligadas ao setor florestal, bem como a produtores individuais, atuando principalmente na região Norte de Mato Grosso, tanto nas áreas de produção florestal como de conservação ambiental. Além disso, a Empresa Junior atuará na organização de cursos e eventos, podendo-se citar a Semana da Engenharia Florestal, realizada uma vez por ano no Campus de Alta Floresta. Esse evento visa divulgar à sociedade temas relevantes no âmbito da Ciência Florestal. Dessa forma, os discentes terão a oportunidade de aplicar os conceitos adquiridos nas unidades curriculares para a comunidade. O funcionamento da empresa júnior seguirá as normas da Resolução 043/2016 do CONEPE.

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A avaliação do Curso terá como base a Avaliação Institucional elaborada pela Pró-reitora de Graduação que é realizada semestralmente, em que são avaliadas as disciplinas do curso, a gestão e a infraestrutura. Essa avaliação é realizada por meio do preenchimento de um formulário em que discentes e docentes avaliam aspectos do Plano de Ensino, das atividades propostas, as condições de ensino, a avaliação da aprendizagem, e os professores de todas as disciplinas cursadas no semestre. É realizada, também, uma autoavaliação dos docentes, discentes e gestores.

Os resultados da Avaliação Institucional serão analisados pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE), que deverá propor à Coordenação de curso sugestões para melhoria do processo de ensino aprendizagem.

Além da avaliação institucional, o Enade será outro parâmetro essencial para avaliação do processo de ensino-aprendizagem, em que os resultados do exame irão balizar as ações para melhoria constante do curso de Engenharia Florestal.

Além da Avaliação Institucional, a Coordenação do Curso realizará o acompanhamento das atividades desenvolvidas em reuniões periódicas com docentes e discentes, buscando identificar possíveis situações problema tanto no aspecto do processo de ensino aprendizagem, como de vulnerabilidade social, buscando assim soluções em conjunto com a comunidade acadêmica.

O PPC do curso também necessita de avaliação constante, para que possa ser revisto periodicamente de acordo com as particularidades observadas na região onde o curso está inserido, no perfil dos discentes, bem como na atualização dos conteúdos que vão sofrendo transformações ao longo do tempo.

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