Banca de DEFESA: MAIARA CRISTINA METZDORF DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAIARA CRISTINA METZDORF DA SILVA
DATA : 28/02/2022
HORA: 08:00
LOCAL: Alta Floresta, MT.
TÍTULO:

 Caracterização fenotípica e molecular de mandiocas cultivadas em assentamentos do Norte do Mato Grosso, Brasil

 


PALAVRAS-CHAVES:

Euphorbiaceae, Manihot esculenta, ISSR, variabilidade genética, conservação.


PÁGINAS: 74
RESUMO:

viii

A Manihot esculenta Crantz, pertence à família Euphorbiaceae. Conhecida popularmente como mandioca, aipim e macaxeira. O cultivo da mandioca em grande parte é realizado por agricultores familiares. O presente estudo teve como objetivo realizar o levantamento e a caracterização fenotípica e molecular das etnovariedades cultivadas por pequenos agricultores no Norte do Estado de Mato Grosso. A pesquisa foi realizada em três assentamentos, Nossa Senhora Aparecida (NSA), Júlio Firmino Domingues (JFD) de Alta Floresta, e o assentamento São Pedro (ASP) em Paranaíta. O levantamento e caracterização fenotípica foram realizados durante as visitas as roças dos produtores. Foi calculada a frequência de cultivo e a frequência das classes fenotípicas de cada descritor. Para avaliação da diversidade genética foram coletadas amostras foliares de cada etnovariedade para extração do DNA. Um total de 33 propriedades foram visitadas, sendo levantadas e identificadas 76 etnovariedades, sendo 22 etnovariedades com diferentes denominações. A mandioca “cacau” apresentou elevada frequência, cultivada em 69,7% das propriedades, sendo dominante nos três assentamentos. A caracterização morfológica por meio de 13 descritores qualitativos revelou um total de 44 classes fenotípicas, evidenciando variabilidade genética entre as etnovariedades. Quanto a caracterização molecular os 15 primers ISSR amplificaram 223 fragmentos, revelando 95% de polimorfismo. Os valores de dissimilaridade genética variaram entre 0,091 e 0,618. O agrupamento pelo método UPGMA formou 9 grupos distintos, o grupo GI foi o mais representativo (44,47%), os grupos GVII, GVIII e GIX alocaram apenas uma etnovariedade, respectivamente as NSA1 (copinha), NSA20 (amarela) e JFD25 (cacau). Os índices de diversidade de Nei (*H) e de Shannon (*I) demostraram a existência de variabilidade genética dentro dos assentamentos e a AMOVA indicou que a maior diversidade genética está presente dentro dos assentamentos (76%). A análise da estrutura populacional por meio do Structure formou dois grupos, segundo o valor de ΔK, alocando as etnovariedades em conformidade com as regiões de estudo. A caracterização fenotípica e molecular revelaram que há variabilidade genética entre as etnovariedades. Essa diversidade pode ser utilizada na construção de coleções ativas de germoplasma e em futuros programas de melhoramento.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 32143004 - ANA APARECIDA BANDINI ROSSI
Interno - 255123001 - ALEXANDRE DE AZEVEDO OLIVAL
Externo ao Programa - 292282001 - JULLIANE DUTRA MEDEIROS
Externo à Instituição - AUANA VICENTE TIAGO - UNEMAT
Externo à Instituição - GABRIEL MORENO BERNARDO GONÇALVES - UENF
Notícia cadastrada em: 15/02/2022 10:03
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