Banca de QUALIFICAÇÃO: MAÍSA BARBOSA LAUTON

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MAÍSA BARBOSA LAUTON
DATA : 13/12/2021
HORA: 08:00
LOCAL: Sala de vídeo conferência do Campus
TÍTULO:

TRILHA INTERPRETATIVA NA CEPLAC: ESPAÇO ACESSÍVEL PARA O ENSINO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ECOLOGIA DA AMAZÔNIA


PALAVRAS-CHAVES:

Educação Ambiental, Acessibilidade, Inclusão social


PÁGINAS: 82
RESUMO:

O bioma Amazônico possui um significativo valor biológico e socioambiental para o mundo, abrigando grande diversidade de espécies da flora, da fauna e de conhecimentos tradicionais de comunidades locais, por isso, as questões ambientais devem ser trabalhadas de forma que as pessoas entendam a real importância da preservação e conservação do meio ambiente, entrando neste cenário a Educação Ambiental. Deve-se estimular a sensibilização, solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e interação entre as culturas. A problemática da falta de acessibilidade em trilhas ecológicas para todas as pessoas, incluindo as com deficiência (PcD), nos motivou formularmos o presente trabalho, que teve como objetivo, construir uma trilha interpretativa em uma área de conservação no Sul da Amazônia, como instrumento de contato direto com a natureza, garantindo a acessibilidade inclusive por parte de pessoas com deficiências, sejam elas de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. A trilha foi aberta em uma área de 500 hectares de mata nativa amazônica, localizada na área experimental da Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (CEPLAC) no município de Alta Floresta, ao Sul da Amazônia Mato grossense. A trilha seguiu os fundamentos e planejamento de trilhas do ICMBio, classificando-a como “Trilha classe 5 (intervenção alta), tendo adaptações ao longo do percurso visando a acessibilidade e inclusão social, além de momentos de interpretação na trilha, com o aguçamento dos cinco sentidos. Para a coleta de dados utilizamos como instrumento de pesquisa a aplicação de questionários. Realizamos 11 visitas, atendendo 107 pessoas voluntárias, 81 pessoas sem deficiências (76%) e 26 pessoas com deficiências – PcDs (24%), as quais abrangem: Visual (cegos e baixa visão); Auditiva (surdos); Física (cadeirante e baixa mobilidade); Intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Trazendo o foco para as principais perguntas, no pré questionário quando questionados se conheciam a floresta de nossa região 28% disseram que conheciam razoavelmente, 23% disseram conhecer bem e 24% conheciam muito bem, e cerca de 40% dos visitantes disseram ter conhecimento razoável sobre as plantas e animais da região e 28% disseram ter um bom conhecimento a respeito da fauna e flora. E para o pós questionário cerca de 68% dos voluntários disseram ser muito boa a conexão com a natureza através da trilha e que serviu como uma eficiente ferramenta e  quanto experiência sobre acessibilidade e inclusão ao andarem na trilha, 13% das 26 pessoas com deficiências (PcDs) disseram ter sido boa a experiência. Constatamos aprovação aceitável dos visitantes por meio das análises das perguntas feitas a cada um deles. Logo, a construção da trilha revelou ser um instrumento eficiente de contato direto com a natureza, trazendo o foco dos conhecimentos da floresta amazônica, além de trazer à tona a opinião das PcDs que por muito tempo foram excluídas de experiências dentro de uma floresta. Por isso acreditamos que nosso trabalho sirva de base para estudos futuros com trilhas deste modelo, sendo este estudo pioneiro na região, principalmente voltada a acessibilidade e inclusão social dentro da floresta.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 253817001 - JULIANA GARLET
Externo ao Programa - 68840001 - MARION MACHADO CUNHA
Notícia cadastrada em: 07/12/2021 14:47
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