Indução de resistência a Colletotrichum sp. em Heliconia psittacorum x spatocircinata cv. Golden Torch
antracnose, peroxidase, β-1,3- glucanase.
A floricultura tropical é uma atividade que está em ascensão no Brasil, o setor de produção e comercialização de ornamentais apresentou crescimento contínuo nos últimos anos. O gênero Heliconia único pertencente à família Heliconiaceae, apresenta destaque nesse ramo por conter brácteas em diversas formas e cores. O estado de Mato Grosso apresenta clima favorável para o cultivo a pleno sol ou meia sombra e também propicia inúmeras doenças, entre elas a antracnose, causada por espécies do gênero Colletotrichum os quais interferem na produção, no desenvolvimento e na qualidade dessa cultura. Neste sentido, a finalidade deste estudo é induzir resistência no controle do Colletotrichum sp. em genótipo de Heliconia psittacorum x spathocircinata cv. Golden Torch do Banco Ativo de Germoplasma de Flores Tropicais da Universidade do Estado de Mato Grosso Carlos Alberto Reyes Maldonado. Foi selecionado o genótipo de Heliconia psittacorum x spathocircinata cv. Golden Torch, cultivado a pleno sol e meia sombra. Foram utilizados dois indutores de resistência usados em conjunto, um indutor biótico Bacillus subtilis e um abiótico o produto Acibenzolar-s-metílico (ASM).Na avaliação foram observadas severidade da doença, assim como a análise da peroxidase e β-1,3- glucanase. Os indutores reduziram a severidade da doença em ambas às condições de cultivo, sendo as plantas em sombreamento as que tiveram maior redução da severidade. Houve aumento na produção de peroxidase e β-1,3- glucanase. Nas folhas e inflorescências de Heliconia psittacorum cv. Golden Torch do sombreado foi observado maior ativação de peroxidase quando comparadas com as plantas do pleno sol. A atividade de β-1,3- glucanase foi verificada em todas as plantas independente da condição de cultivo, tendo destaque as folhas cultivadas a meia sombra onde apresentaram ativação durante todos os dias de análise.