A realização do sujeito de referência arbitrária na fala carioca.
Sujeito nulo; Sujeito preenchido; Referência geérica; Indeterminação do sujeito.
Esta pesquisa fundamenta-se na Teoria de Variação e Mudança Linguística, nos estudos de Weinreich, Labov e Herzog (2006 [1968]). O principal objetivo do estudo consiste em fazer um levantamento do preenchimento pronominal em concorrência com o sujeito nulo, na fala dos cariocas, enfocando a atuação dos pronomes de referência arbitrária e sua correlação com a alteração do Parâmetro do Sujeito Nulo. Para analisar a realização do sujeito de referência arbitrária na fala carioca, a pesquisa baseou, em parte, do corpus utilizado por Duarte e Reis (2018), do Projeto Concordância, do site CORPORAPORT, da UFRJ, que disponibiliza materiais diversos para análises linguísticas de pesquisadores. Portanto, o corpus é constituído de entrevistas gravadas no período entre 2009 e 2010, que englobam falantes de Copacabana e Nova Iguaçu, Rio de Janeiro (RJ), estratificados em faixa etária, escolaridade e gênero. Deste corpus, foram selecionadas somente as entrevistas dos falantes de Copacabana. Os dados obtidos passaram por um tratamento estatístico com o auxílio do programa GoldVarb 2001, que permitiu uma análise tanto quantitativa quanto qualitativa dos resultados, de modo a evidenciar: quais fatores condicionam o preenchimento do sujeito, bem como quais contextos ainda privilegiam a gramática [+Sujeito nulo]. Os resultados mostraram a preferência dos cariocas pelo sujeito-pronome no uso do sujeito indeterminado, apresentando evidências que indicam um processo de mudança em direção ao sujeito preenchido.