ENCONTROS E TENSÕES ENTRE SABERES EM REGIÕES DE FRONTEIRAS: O ALUNO DA ESCOLA DO CAMPO SOB O OLHAR DA ETNOMATEMÁTICA
Educação do Campo. Fronteira entre Saberes. Dinâmica do Encontro. Etnomatemática.
O presente texto é resultado de uma pesquisa que teve por objetivo gerar um conjunto de teorizações sobre a Educação do Campo, na perspectiva do Programa de Pesquisa Etnomatemática, tendo os alunos como sujeitos das aprendizagens, mediadores das relações que ocorrem nos encontros em regiões de fronteiras entre a escola e comunidade. Neste sentido, a questão da pesquisa levantada buscou compreender como se configuram as regiões de fronteiras entre Escola CME Marechal Cândido Rondon e Comunidade do Assentamento Antônio Conselheiro, na perspectiva do Programa de Pesquisa Etnomatemática, tendo os alunos como sujeitos das aprendizagens, mediadores das relações que ocorrem nos encontros e tensões. Metodologicamente, realizamos uma pesquisa de natureza de campo, de abordagem qualitativa e análise interpretativa, na modalidade etnográfica. Utilizamos como referencial teórico: Arroyo, Caldart e Freire para aportes sobre educação do campo e saberes locais; Severino Filho e Silva 2024, e Bhabha para contextualizar “Fronteira”; D’Ambrosio e Severino Filho e Silva para um diálogo na perspectiva da Etnomatemática. Para a geração das informações sobre o contexto da pesquisa, utilizamos a entrevista semiestruturada, com gravação de áudios e observação participante, com registros no caderno de campo. Participaram da pesquisa, professores, alunos e familiares do CME Marechal Cândido Rondon, no assentamento Antônio Conselheiro, na agrovila 19, no Município de Tangará da Serra- MT. Os resultados foram teorizados e explicitados por meio das nossas compreensões e interpretações das informações geradas.