Reação de clones de Tectona grandis a Ceratocystis fimbriata.
Tolerância a patógenos; doenças vasculares; melhoramento de plantas; patossistema florestal; defesa vegetal.
A Tectona grandis L.f. é uma espécie florestal de valor econômico, cultivada em regiões tropicais, com destaque para o estado de Mato Grosso no Brasil. No entanto, a expansão dos plantios comerciais tem favorecido a ocorrência de problemas sanitários, entre eles a murcha vascular causada por Ceratocystis fimbriata, doença capaz de comprometer o desenvolvimento das plantas e a qualidade da madeira. Diante da dificuldade de controle após o estabelecimento do patógeno nos tecidos vasculares, a identificação de genótipos menos suscetíveis constitui uma estratégia importante para programas de melhoramento genético da teca. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a reação de genótipos clonais de Tectona grandis à infecção por Ceratocystis fimbriata. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, na área experimental do Laboratório de Agricultura, Recursos Genéticos & Biotecnologia da Universidade do Estado de Mato Grosso, em Cáceres-MT. Foram avaliados 34 genótipos clonais de teca, em delineamento em blocos ao acaso, com três repetições, totalizando 102 parcelas experimentais e 306 mudas. O isolado de C. fimbriata foi obtido em área de produção comercial de teca pertencente à empresa Proteca, localizada no município de São José dos Quatro Marcos-MT, a partir de árvores com sintomas característicos da murcha de Ceratocystis. O isolamento foi realizado diretamente a partir de ascósporos, transferidos para placas de Petri contendo meio Batata Dextrose Ágar (BDA), mantidas em incubadora BOD a 25 °C e fotoperíodo alternado de 12 horas. A inoculação foi realizada aos 120 dias após o transplantio, por meio de suspensão de esporos ajustada para 2,5 × 10⁵ esporos mL⁻¹, aplicada em corte transversal no caule das plantas, com deposição de 20 µL da suspensão por planta. Aos 120 dias após a inoculação, foi realizada avaliação destrutiva, com exposição das lesões internas no caule e mensuração do comprimento, largura e área lesionada. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, e as médias dos tratamentos comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância, utilizando o programa Genes.