Banca de QUALIFICAÇÃO: IGOR ARAÚJO DE SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IGOR ARAÚJO DE SOUZA
DATA : 16/10/2019
HORA: 14:30
LOCAL: Campus de Nova Xavantina
TÍTULO:

RISCO DE SOBREVIVÊNCIA DE ÁRVORES DA BORDA SUL-AMAZÔNICA SUBMETIDAS A ALTAS TEMPERATURAS


PALAVRAS-CHAVES:

estresse térmico, rendimento quântico máximo do PSII, temperaturas extremas, tolerância ás altas temperaturas, transição Amazônia-Cerrado


PÁGINAS: 48
RESUMO:

Conhecer os limites de tolerância das folhas das plantas às temperaturas é essencial em um planeta em aquecimento, para prevermos as mudanças na biodiversidade, no estoque de carbono e nas interações entre a vegetação e o clima. Estudos avaliando a termotolerância de espécies arbóreas nativas são raros, o que limita a capacidade de avaliarmos os riscos ligados ao aquecimento global. Aqui investigamos a termotolerância foliar de espécies de árvores coocorrentes (Qualea parviflora Mart., Pseudobombax longiflorum (Mart.) A. Robyns, Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne e Vatairea macrocarpa (Benth.) Ducke.) em savanas (cerrado rupestre e cerrado típico) e uma floresta (cerradão) na borda sul-amazônica, as estratégias de regulação da temperatura das folhas e as possíveis respostas ao aquecimento futuro. Quantificamos a perda de 50% da função do fotossistema II, a temperatura foliar máxima e sua variação, a temperatura do ar, a condutância estomática e alguns atributos funcionais foliares. Para avaliar os impactos do aquecimento futuro, quantificamos as margens de segurança térmica atual e futuras e temperaturas foliares absolutas futuras. A termotolerância variou de 46,7 °C a 50,9 °C entre as espécies, e foi maior para os indivíduos da floresta. Indivíduos com menor temperatura foliar máxima apresentaram maior termotolerância e verificamos que condições ambientais distintas determinam valores de termotolerância diferentes. Ressaltamos que os indivíduos que crescem em savanas, mesmo apresentando maior eficiência na dissipação de calor das folhas, são mais vulneráveis à condições extremas de altas temperaturas e, portanto, mais propensos a serem afetados negativamente pelo aquecimento global. Observamos que os limites térmicos de algumas espécies tropicais estão próximos das temperaturas máximas experimentadas, o que pressupõe que essas espécies poderão ser severamente afetadas pelo aumento da temperatura global. Essa vulnerabilidade poderá levar a mudanças inesperadas e drásticas na composição, na estrutura, na distribuição e na interação das espécies que ocorrem em diferentes ambientes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 82328001 - BEATRIZ SCHWANTES MARIMON
Interno - 82329001 - BEN HUR MARIMON JUNIOR
Externo ao Programa - 200202001 - PAULO SERGIO MORANDI
Externo à Instituição - SIMONE MATIAS DE ALMEIDA REIS - Oxford
Notícia cadastrada em: 27/09/2019 13:50
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