Banca de DEFESA: HELLEN KEZIA SILVA ALMADA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HELLEN KEZIA SILVA ALMADA
DATA : 31/05/2022
HORA: 15:00
LOCAL: Plataforma Zoom
TÍTULO:

Implicações do desmatamento na transição Cerrado-Amazônia para a regulação do clima e disponibilidade hídrica

 

PALAVRAS-CHAVES:

sensoriamento remoto, ecossistemas tropicais, segurança hídrica.


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Um dos grandes desafios da ecologia de ecossistemas na atualidade é entender como as mudanças climáticas e no uso e cobertura da terra afetam ou têm potencial para afetar os serviços prestados pelos ecossistemas nativos, como a regulação do clima e disponibilidade hídrica, e entender quais são os efeitos dessas alterações sobre a sustentabilidade ambiental e econômica das comunidades urbanas e rurais. Nesse contexto, as Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas (TIs) brasileiras têm sido particularmente eficazes como barreiras ao desmatamento e no fornecimento de serviços ecossistêmicos, incluindo a regulação do clima. Contudo, o desmatamento em áreas privadas fora das UCs e TIs, conhecidas como zonas de uso múltiplo (MUs), muitas vezes adiciona pressão externa que aumenta a perturbação dentro das áreas protegidas. Aqui, usamos dados recentes baseados em satélite (2001-2020) para avaliar como a temperatura da superfície [LST], evapotranspiração [ET] e albedo – três processos-chave para a regulação do clima – mudaram com o uso da terra (UCs, TIs, e MUS) e biomas (Amazônia, Cerrado) no estado brasileiro de Mato Grosso. Também avaliamos os efeitos temporais das mudanças do uso e cobertura da terra sobre a vazão e disponibilidade hídrica, em microbacias com relevo íngreme e diferentes níveis de cobertura da vegetação nativa, localizadas na transição entre os biomas Cerrado e a Amazônia. Nossos resultados confirmam que, apesar de múltiplos fatores de estresse, as áreas protegidas ainda desempenham um papel importante na estabilização do clima regional, mantendo um maior fluxo de ET, menor LST e menor albedo em relação a outros usos da terra. Também mostramos nesse estudo que as vazões anuais e diárias em microbacias íngremes dependem diretamente da porcentagem de vegetação nativa, uma vez que estas vazões são sempre maiores em microbacias com maiores índices de conversão da vegetação nativa. Encontramos ainda maior sazonalidade na vazão das microbacias com maior percentual de área convertida, onde os picos de tempestades foram sempre maiores e a vazão de base no período seco menores. Nosso estudo indicou que o desmatamento em microbacias íngremes pode comprometer a disponibilidade hídrica da região, uma vez que a substituição da vegetação nativa promove picos de vazão da água durante o período chuvoso e escassez de água durante o período seco.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 132029001 - EDDIE LENZA DE OLIVEIRA
Interno - 068.877.126-28 - DILERMANDO PEREIRA LIMA JUNIOR - UEM
Interno - 220.974.038-08 - PAULO MONTEIRO BRANDO - NENHUMA
Externo à Instituição - CHRISTOPHER NEILL - IPAM
Externo à Instituição - LIANA OIGHENSTEIN ANDERSON - Oxford
Notícia cadastrada em: 13/05/2022 15:16
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