Banca de QUALIFICAÇÃO: SUEIDE VILELA FERREIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SUEIDE VILELA FERREIRA
DATA : 18/08/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Laboratório de Ecologia e Conservação de Ecossistemas Aquáticos - UFMT - Pontal do Araguaia
TÍTULO:

O RIO ARAGUAIA ESTÁ PARA PEIXE?

AVALIAÇÃO DA PESCA BASEADA NA MODELAGEM ECOSSISTÊMICA


PALAVRAS-CHAVES:

Ecopath with Ecosim, ecossistema pesqueiro, estoque pesqueiro, sobrepesca, teia trófica.


PÁGINAS: 53
RESUMO:

Os ecossistemas nos provêm diversos serviços ecossistêmicos (diretos e indiretos), que podem produzir benefícios financeiros favorecendo os setores econômico, ecológico e sociológico. Um exemplo é a pesca, como fonte de geração de renda. Quando os estoques pesqueiros são extraídos fora do seu tamanho permitido o resultado é a sobrepesca, que ocasiona a degradação do ecossistema e pode prejudicar os setores ecológico e econômico. Desta forma, nosso objetivo foi avaliar o ecossistema e simular o impacto do esforço de pesca sobre a biomassa das espécies de um trecho do Alto rio Araguaia nos anos de 2013 e 2017, através da construção de um modelo da teia trófica. Para tal, utilizamos o software de modelagem Ecopath with Ecosim e indicadores ecossistêmicos. Como resultado, obtivemos um modelo da teia trófica com as espécies-alvo da pesca no trecho do Alto rio Araguaia que apresentou níveis tróficos definidos, com controle alternado em bottom-up (produtores e detritívoros) e top-down (espécies-chave). Os indicadores ecossistêmicos apontaram que a pesca teve oscilações em destaque entre os anos de 2015 a 2017, com capturas concentradas em espécies de categoria de nível trófico três, havendo queda nas espécies predadoras. Isso mostra que a pesca está concentrada em diferentes espécies que fazem parte do mesmo nível trófico. No entanto os indicadores apontaram que esse aumento é mínimo, informando que a pesca no trecho do Alto rio Araguaia é sustentável. A simulação dos esforços da pesca nos cenários entre 2013 e 2023 indicou queda de biomassa para os cenários futuros, comprometendo cinco espécies, sendo três espécies-chave: Sorubimichtys planiceps, Pseudoplatystoma fasciatum e Piaractus brachypomus. A redução da biomassa destas espécies deve acarretar a diminuição de seu estoque e alterar a dinâmica do ecossistema. As espécies Phractocephalus hemioliopterus e Cichla ocellaris indicaram sobrepesca com o esforço da pesca em cenários futuros. Ambas são espécies predadoras e de interesse econômico, e sua redução afeta negativamente os serviços ecossistêmicos e aumenta a probabilidade de extinção local. De forma geral, o cenário de declínio dessas espécies nos alerta para a necessidade de alternativas sustentáveis de manejo do estoque pesqueiro. Nesse sentido, por mais que os indicadores nos mostrem que a pesca neste trecho do Alto rio Araguaia é atualmente sustentável, ainda assim, há necessidade de se dar atenção aos estoques pesqueiros de interesse comercial.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 068.877.126-28 - DILERMANDO PEREIRA LIMA JUNIOR - UEM
Interno - 132029001 - EDDIE LENZA DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - VANESSA GUIMARÃES LOPES - UFG
Externo à Instituição - HENRIQUE CORRÊA GIACOMINI - UNESP
Notícia cadastrada em: 29/07/2020 15:07
SIGAA | Tecnologia da Informação da Unemat - TIU - (65) 3221-0000 | Copyright © 2006-2022 - UNEMAT - sig-application-04.applications.sig.oraclevcn.com.srv4inst1