LITERATURA INDÍGENA FEMININA: ANCESTRALIDADE NA OBRA DE ALMAS E ÁGUAS KUNHÃS, DE MÁRCIA WAYNA KAMBEBA
Literatura indígena, Autoria feminina, Ancestralidade.
Esta pesquisa de Mestrado Acadêmico em Letras insere-se na linha de pesquisa em Estudos Literários e trata da literatura feminina indígena, a partir da obra De Almas e águas Kunhãs (2023) de Márcia Wayna Kambeba. O objetivo da investigação consiste em identificar a relação entre a produção literária e a ancestralidade além de considerar as questões culturais de oralidade, memória e identidade dos povos originários presentes no texto. A natureza da pesquisa é qualitativa, com base em revisão bibliográfica e análise literária dos diferentes textos que compõem a obra selecionada. Desse modo, o estudo estabelece consonância com a mais atual intelectualidade indígena bem como a sua produção especificamente poética de autoria feminina indígena, além da divulgação da obra e sua autora, busca-se compreender via palavra poética as manifestações das tradições e vivências dos povos originários a partir do olhar feminino indígena. A expressão da coletividade de mulheres em tom de denúncia, história e ancestralidade revela a potência dos textos dessa obra e serão objetos de análise. A fundamentação teórica está alicerçada nos autores: Graúna (2012, 2020), Candido (1976), Hall (2019), Munduruku (2011, 2012, 2017, 2018, 2024), Krenak (2019, 2020, 2022), Jekupé (2018), Potiguara (2019), Mandagará (2018), Kopenawa e Albert (2015), Carneiro (2023), dentre outros. Os poemas destacam a relevância da mulher Cunhã guardiã, protagonista não apenas em seus territórios, mas também da sua participação nos diversos espaços urbanos da sociedade, contribuindo com a ampliação do papel da mulher indígena na sociedade, nas artes e na produção intelectual brasileira da contemporaneidade.