A literatura tecida com fios da história e do mito: O vampiro que descobriu o Brasil, de Ivan Jaf
Ivan Jaf; O vampiro que descobriu o Brasil; História; Mito; Ficção.
Apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGLetras), da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), campus de Sinop, esta pesquisa (em curso) trata das relações entre mito, história e literatura, a partir de um objeto literário, O vampiro que descobriu o Brasil, no qual o autor, Ivan Jaf, apresenta a história nacional pela ótica de um vampiro, o qual, na ficção, acompanha e interfere nos principais acontecimentos que marcam a história oficial, desde o “descobrimento” até os dias República. A pesquisa problematiza a narrativa da história oficial, pressupondo que a literatura apresenta sua própria versão por meio da metáfora do vampirismo. O objetivo geral da pesquisa é, por meio da obra O vampiro que descobriu o Brasil, desenvolver um estudo sobre a metáfora do vampiro, mostrando a capacidade de o literário de subverter versões oficiais da história, por meio de metáforas; os objetivos específicos são: discutir a relação entre literatura e história, analisar o diálogo do livro O vampiro que descobriu o Brasil com a história oficial do Brasil, verificar a relação entre mito e realidade e mito e linguagem. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, visto que a investigação pretende estudar os fenômenos que relacionam história, mito e literatura; a estratégia ampara-se em revisão bibliográfico, com pesquisa em obras teóricas, críticas e artigos científicos. Após a Introdução, na qual são indicados os principais eixos da pesquisa, a Dissertação encaminha uma discussão a respeito da relação entre literatura, história, mito e ficção, a partir da compreensão de que se trata de narrativas, no fim das contas, complementares; em seguida a pesquisa apresenta alguns aspectos mais estruturais da obra de Ivan Jaf; por fim, a pesquisa destaca o percurso do vampiro Antônio Brás no tempo e espaço do Brasil, acompanhando cinco séculos de sua história, desde o descobrimento até os primeiros dias de Brasília; na conclusão, faz-se um apanhado geral das discussões dos capítulos. No aporte teórico, destacam-se autores como Ernst Cassirer (2013), Câmara Cascudo (1984), Antonio Candido (2004; 2006), Mircea Eliade (2016), dentre outros. Como resultado, espera-se que a pesquisa possa instigar uma releitura da história oficial do Brasil por meio da literatura.