ANCESTRALIDADE E IDENTIDADE NEGRAS EM OS NOVE PENTES D’ÁFRICA, DE CIDINHA DA SILVA
Palavras-Chave: Literatura Afro-brasileira; Cidinha da Silva; Identidade Negra; Ancestralidade.
Esta pesquisa tem como objetivo desenvolver um estudo sobre a ancestralidade e a identidade afro-brasileira, a partir da narrativa Os nove pentes d’África, de Cidinha da Silva, destacando elementos que remetem à representação da criança negra na literatura infantil e juvenil. Para isso, adotamos a abordagem metodológica qualitativa (Minayo, 1994), baseada na perspectiva bibliográfica de Gil (2010). A análise da obra de Cidinha da Silva (2009) é contextualizada a partir de dois principais conceitos: 1) ancestralidade e 2) identidade negra. Como base teórica, ancora-se nos estudos de Conceição & Conceição (2010), Duarte (2011), Dalcastagnè (2011), Malafaia (2018), Manoel e Pinto (2021), Silva (2009), Souza e Lima (2006), Zilberman (1999), entre outros. A análise da obra Os nove pentes d’África (2009) aponta que a identidade negra e a ancestralidade são questões intrinsecamente ligadas, fazendo parte da formação social e crítica dos sujeitos. Pode-se destacar que a identidade negra é retratada na obra a partir das representações plurais de cada membro da família Quintiliano, cada um com seus modos de ser e existir; além disso, apresenta os personagens como parte de uma história ancestral. A ancestralidade é narrada a partir das histórias contadas pelo vô Francisco e das simbologias presentes em cada um dos pentes. O romance, enquanto literatura infantil e juvenil afro-brasileira, desempenha um papel de formação crítica, tendo em vista que promove a valorização da história e da cultura afro-brasileira e africana, contribuindo para uma visão positiva da pertença étnico-racial negra.