MODELAGEM DE INDICADORES DE CONECTIVIDADE RURAL E ESTRUTURA PRODUTIVA PARA AVALIAÇÃO DA PRONTIDÃO TECNOLÓGICA AO AGRO 5.0 NAS REGIÕES DO ESTADO DE MATO GROSSO
Agro 5.0. Agricultura digital. Conectividade rural. Prontidão tecnológica. Indicadores compostos. Desenvolvimento regional. Políticas públicas.
A transformação digital da agricultura tem promovido mudanças significativas nos sistemas produtivos, impulsionando o desenvolvimento do Agro 5.0 por meio da incorporação de tecnologias como Internet das Coisas, inteligência artificial, sensoriamento remoto, computação em nuvem e análise de dados. Entretanto, a adoção dessas tecnologias ocorre de forma desigual entre os territórios, sendo influenciada por fatores relacionados à infraestrutura de conectividade, estrutura produtiva, capacidade de inovação e condições socioeconômicas. Nesse contexto, esta dissertação teve como objetivo modelar indicadores de conectividade rural e estrutura produtiva para avaliação da prontidão tecnológica das regiões do estado de Mato Grosso frente aos desafios do Agro 5.0. A pesquisa foi desenvolvida no formato multipaper, sendo composta por três artigos científicos complementares. O primeiro artigo consistiu em uma revisão sistemática da literatura, conduzida segundo as recomendações do protocolo PRISMA, com o propósito de identificar os principais fatores relacionados à conectividade rural, agricultura digital e prontidão tecnológica. O segundo artigo desenvolveu um Índice de Prontidão Tecnológica (IPT), estruturado a partir da integração de indicadores de infraestrutura de conectividade, estrutura produtiva agropecuária, capacidade regional de inovação e condições socioeconômicas, permitindo avaliar comparativamente o nível de preparação das regiões mato-grossenses para incorporação das tecnologias digitais. O terceiro artigo analisou as implicações dos resultados obtidos para a formulação de políticas públicas e para a gestão do desenvolvimento regional, propondo diretrizes estratégicas voltadas ao fortalecimento da conectividade rural, dos ecossistemas de inovação, da qualificação profissional, da governança colaborativa e do monitoramento contínuo da transformação digital da agricultura. Os resultados evidenciaram que a prontidão tecnológica apresenta distribuição territorial heterogênea, sendo mais elevada nas regiões caracterizadas por maior infraestrutura digital, dinamismo produtivo, presença de instituições de pesquisa e melhores indicadores socioeconômicos. Conclui-se que o Índice de Prontidão Tecnológica constitui um instrumento capaz de subsidiar o planejamento territorial, orientar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e apoiar estratégias voltadas ao fortalecimento da competitividade, da inovação e da sustentabilidade do agronegócio no estado de Mato Grosso, contribuindo para o avanço do conhecimento científico sobre o Agro 5.0 e para o desenvolvimento regional sustentável.