Ciclos de regeneração in vitro e produção de plantas via thin cell layer (TCL) em Musa spp. cv. BRS Terra anã
Micropropagação de bananeira; regeneração in vitro; camadas finas de tecido (TCL); citocininas; estabilidade genética; variação somaclonal.
A regeneração in vitro e a estabilidade genética de Musa spp. cv. BRS Terra anã foram avaliadas após ciclos consecutivos de multiplicação a partir de ápices caulinares e camadas finas de tecido (Thin Cell Layers – TCLs). Ápices caulinares cultivados em meio MS suplementado com benziladenina (BA), a produção de brotos foi significativamente influenciada pela concentração do regulador e pelos ciclos de subcultivo (GLMM; p < 0,0001). A concentração de 1,0 mg L⁻¹ de BA apresentou o maior número médio de brotos por explante (1,20), seguida por 3,0 mg L⁻¹ (1,02), enquanto o controle e 2,0 mg L⁻¹ exibiram menores médias. A brotação apresentou comportamento não linear, com aumento até o terceiro ciclo e redução nos ciclos subsequentes. A avaliação da estabilidade genética por citometria de fluxo e citogenética confirmou a predominância de plantas triploides estáveis (2n = 3x = 33 cromossomos), com conteúdo de DNA nuclear entre 12,6 e 15,4 pg/2C. A ocorrência de mixoploidia foi restrita a um pequeno percentual de plantas, associada principalmente a determinadas concentrações de BA. Na regeneração via TCLs, a resposta morfogênica foi dependente do tipo de citocinina, da concentração e do tempo de cultivo, com destaque para o thidiazuron (TDZ), que apresentou as maiores taxas de brotação, alcançando até 8,46 brotos por explante aos 120 dias nas concentrações de 2,0 e 3,0 mg L⁻¹. A meta-topolina apresentou desempenho intermediário, porém maior eficiência na conversão de brotos em plantas completas. Em síntese, os protocolos avaliados permitiram elevada eficiência regenerativa associada à manutenção da estabilidade genética da cultivar, sendo a escolha da citocinina determinante para o equilíbrio entre produtividade e qualidade das plantas regeneradas.