Banca de QUALIFICAÇÃO: THATIELEN FURINI

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THATIELEN FURINI
DATA : 14/05/2021
HORA: 15:00
LOCAL: Unemat Campus de Cáceres
TÍTULO:

Morfologia e biometria dos frutos e sementes e quantificação do DNA nuclear de Bixa arborea e Bixa orellana


PALAVRAS-CHAVES:

Amazônia; Pré melhoramento; Urucum


PÁGINAS: 72
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Genética
SUBÁREA: Genética Vegetal
RESUMO:

O Brasil é o país mais rico em biodiversidade, apresentando a maior riqueza em espécies vegetais. Bixa arborea e Bixa orellana, são duas espécies vegetais semelhantes, da família Bixaceae, com ampla distribuição na América do Sul, e largamente usada pela população tradicional. As espécies do gênero Bixa apresenta um pigmento nas sementes, que vem sendo utilizado pelas populações nativas da América por muito tempo, principalmente na ornamentação do corpo e de utensílios. Hoje sabe-se que esse pigmento e as folhas de Bixa arborea e Bixa orellana são ricos em carotenóides, compostos antioxidantes e vitaminas. Devido à alta concentração desses compostos fitoquímicos, Bixa orellana é muito utilizada na indústria alimentícia e têxtil (como corante) e na indústria farmacêutica e de cosmético, além de ser utilizada como fitoterápicos pela população. Bixa arborea além do uso fitoterápico, também é muito empregada na restauração florestal e como fonte de madeira. Nesse contexto é de extrema importância diferenciar genética e morfologicamente B. arborea de B. orellana, por meio da descrição taxonômica das espécies e da quantificação de DNA nuclear das mesmas, aumentando ainda mais o conhecimento acerca dessas espécies. Também buscou analisar se havia diferença morfológica e genética entre os espécimes de B. arborea, para saber se havia a existência de híbridos na população analisada. Para isso foi realizado a biometria dos frutos e descrição morfológica das duas espécies no Laboratório de Citogenética e Cultura de Tecidos e no Herbário da Amazônia Meridional da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Alta Floresta, além de análise do conteúdo de DNA por meio de citometria de fluxo. A partir disso, foi possível perceber que as duas espécies apresentam muitas semelhanças anatômicas, diferindo basicamente uma da outra pelo aspecto do fruto: B. arborea apresentou frutos papilhosos ou parcialmente cobertos por espinhos não flexíveis com comprimento variando de 0,1-1,8 mm, enquanto B. orellana apresenta frutos totalmente cobertos por espinhos flexíveis e com comprimento variando de 4 a 9,6 mm. A quantidade média de sementes nos frutos de com B. orellana foi maior que o encontrado nos frutos de B. arborea. Os espécimes de B. arborea apresentaram diferenças morfológicas pontuais, como maior número de estames das flores (fenótipo 3), presença de espinhos no fruto (fenótipo 5 e 6), ausência de espinhos nos frutos (1 e 2) e presença de fruto com ápice mucronatiforme longo, sendo o único fenótipo com essa característica. A quantidade de DNA nuclear apresentou diferença entre as duas espécies e entre os indivíduos de B. arborea, no entanto essa diferença não foi significativa. Isso mostra que as espécies são muito próximas geneticamente e, portanto, muito aparentadas. Dessa forma, podemos concluir que as duas espécies não possuem diferença significativa no tamanho do genoma, sendo o formato do fruto e a quantidade de sementes o mais indicado para separar as duas espécies


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 141365001 - PETTERSON BAPTISTA DA LUZ
Notícia cadastrada em: 13/04/2021 09:18
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