POR UMA EDUCAÇÃO LITERÁRIA ANTIRRACISTA: a literatura indígena de Julie Dorrico
Palavras-chave: Literatura Indígena; Julie Dorrico; Decolonialidade; Educação Antirracista.
O presente trabalho analisa como a obra Eu Sou Macuxi e Outras Histórias, de Julie
Dorrico, contribui para o ensino da literatura indígena na perspectiva decolonial e
antirracista. Fundamentado na Lei nº 11.645/2008 e na Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), o estudo busca refletir sobre a literatura como direito humano fundamental e como
humanização, conforme defende Candido, como forma de conhecimento e interpretação do
mundo, conforme Compagnon, e como experiência que transforma o sujeito e amplia a
compreensão da existência, com foco na formação humana, de acordo com Todorov. A
pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, propõe compreender como as narrativas de
Dorrico, ancoradas na oralidade, ancestralidade e resistência cultural do povo Macuxi,
podem fortalecer o processo formativo e crítico de leitores. A análise evidencia que a autora
reconfigura o imaginário indígena e reafirma o lugar de fala dos povos originários,
integrando tradição e contemporaneidade. Acreditamos que o contato com essa literatura
possibilita o desenvolvimento de práticas pedagógicas sensíveis à diversidade e
comprometidas com a justiça social, favorecendo a formação de sujeitos leitores críticos,
empáticos e conscientes do valor da palavra como instrumento de transformação e
reconhecimento do outro em prol de uma educação antirracista.