Banca de DEFESA: EULISSON NOGUEIRA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EULISSON NOGUEIRA DE SOUSA
DATA : 27/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Via google meet
TÍTULO:

ENTRELUGARES DE ÁGUAS E TERRAS EM CINZAS DO NORTE E ÓRFÃOS DO ELDORADO, DE MILTON HATOUM


PALAVRAS-CHAVES:

Milton Hatoum; Memória; Objetos; Águas; Terras.


PÁGINAS: 191
RESUMO:

Este trabalho tem por objetivo a análise comparativa das obras Cinzas do Norte (2010) e Órfãos do Eldorado (2008), do escritor amazonense Milton Hatoum, com foco central na confluência dos espaços de águas e terras e sua relação com rede de memória e objetos presentes nas narrativas, a fim de responder a seguinte pergunta de tese: como esses elementos estabelecem uma poética do entrelugar em Cinzas do Norte (2010) e Órfãos do Eldorado (2008)? Observamos que a literatura de expressão amazônica, ou literatura que se escreve na Amazônia, nos últimos anos vem ganhando destaque para além das fronteiras da região Norte e do próprio país, sobretudo, pela forma como os textos são configurados, respeitando as identidades, os mitos, as encantarias e a cosmogonia dos sujeitos que habitam o grande vale. Sob tal perspectiva, encontramos nas obras de Milton Hatoum uma literatura que versa sobre a Amazônia, a partir de uma poética do entrelugar, águas e terras, e das encantarias, onde a memória, o espaço que ambienta as narrativas e os objetos como construtos memorialísticos, perfazem elementos fundamentais na prosa escrita na e da Amazônia. O entrelugar de águas e terras versa, portanto, sobre a presença das águas doces - rios, lagos, lagoas, igarapés, igapós e furos – da floresta e da cidade ilhada, na arquitetura das narrativas acima mencionadas e sua importância na urdidura romanesca do autor. Na Amazônia, o desenho geográfico das águas é entrecortado por terras, tendo como resultado o entrelugar, espaço de fronteiras e vivência. Desse modo, os resultados mostram como as águas e terras, mais que elementos físicos, em suas diversas manifestações, evocam o imaginário, além de cumprir um papel importante na composição narrativa. Para embasar as análises, tomamos mão de autores da crítica literária, dos estudos pós-coloniais, da metafísica da imaginação poética, dos estudos culturais amazônicos, da sociologia, da memória, da espacialidade e dos objetos, tais como: Gaston Bachelard, João Jesus de Paes Loureiro, Leandro Tocantins, Thiago de Mello, Ana Pizarro, Neide Gondim, Márcio Souza, Luís Alberto Brandão, Aleida Assmann, Paul Ricoeur, Joel Candau, Mikhail Bakhtin, Maurice Halbwachs, Roland Barthes, Tzvetan Todorov, Abraham A. Moles, Jean Baudrillard e outros que contribuíram para as questões levantadas neste trabalho.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 339812001 - MARISA MARTINS GAMA KHALIL
Interno - 131915001 - ALEXANDRE MARIOTTO BOTTON
Interno - 82353001 - HELVIO GOMES DE MORAES JUNIOR
Externo à Instituição - CARLOS AUGUSTO NASCIMENTO SARMENTO-PANTOJA - UFPA
Externa à Instituição - SONIA MARIA GOMES SAMPAIO - UNIR
Notícia cadastrada em: 12/03/2026 14:59
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