PROSPECÇÃO E TOXICIDADE DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE PIPERACEAE SOBRE Spodoptera frugiperda (LEPIDOPTERA: NOCTUIDAE) EM CONDIÇÕES DE LABORATÓRIO
Piperaceae; Óleo essencial; Atividade ovicida; Toxicidade larval; Manejo de Pragas
Spodoptera frugiperda, a lagarta-do-cartucho, provoca prejuízos significativos na cultura do milho, cujas perdas podem superar 50% da produção, além de atacar outras 350 espécies de plantas. Desta forma, produtos com menor impacto ao meio ambiente foram necessários. Pesquisas anteriores com o gênero Piper já demonstraram seu potencial inseticida, ligado a compostos bioativos presentes nessas plantas. Assim, foi testada a bioatividade de óleos essenciais (OEs) do gênero Piper sobre S. frugiperda em laboratório, como alternativa mais sustentável aos produtos químicos minerais. Foram avaliadas as atividades ovicida e larvicida contra ovos (0 -24 horas) e lagartas de segundo instar, em delineamento inteiramente casualizado com dez repetições. Foram testadas seis concentrações (0,25; 0,5; 1; 2; 4 e 8%) e dois controles (água destilada e acetona PA), totalizando oito tratamentos por espécie. A composição química dos OEs foi determinada por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM). Os dados foram analisados por ANOVA com teste de Bonferroni (α = 0,05) e as concentrações letais estimadas pelo método Probit. O efeito dose-dependente foi identificado em ambas as atividades. No bioensaio ovicida, P. marginatum e P. fuligineum inviabilizou os ovos nas concentrações de 1% a 8%, enquanto P. hispidum apresentou atividade apenas em 4% e 8%. A composição química de P. marginatum e P. divaricatum é rica em sesquiterpenos, principalmente Germacreno B e D, enquanto P. aduncum e P. hispidum apresentam predominância de monoterpenos voláteis, como o α-pineno. P. marginatum e P. fuligineum, a partir de 1%, provocaram mortalidade de 50% das lagartas. Os OEs de P. marginatum e P. fuligineum ricos em sesquiterpenos mostram promissores para o controle da praga.