Banca de QUALIFICAÇÃO: MATHEUS RICARDO CARNEATO DE REZENDE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MATHEUS RICARDO CARNEATO DE REZENDE
DATA : 02/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Nova Xavantina-MT
TÍTULO:

Como a intensidade do fogo e a estrutura da vegetação determinam as respostas das plantas lenhosas de formações savânicas e florestais do Cerrado?


PALAVRAS-CHAVES:

Ajuste Funcional, Arco do Desmatamento, Plasticidade Fenotípica, Queimada, Savanna Neotropical



PÁGINAS: 30
RESUMO:

O fogo é um fenômeno ecológico historicamente modulador da diversidade e da  estrutura da vegetação das savanas tropicais, mas seus efeitos sobre a flora lenhosa variam conforme a intensidade das chamas e dos ajustes evolutivos das plantas. No Cerrado brasileiro, essa complexidade é acentuada pela forte heterogeneidade estrutural entre fitofisionomias. Neste estudo, nós avaliamos a intensidade do fogo e suas consequências sobre a resistência e a resiliência da vegetação lenhosa de um Cerradão (CO), uma vegetação florestal, e de um Cerrado Rupestre (CR), uma vegetação savânica. Quantificamos a intensidade do fogo usando como proxy a altura máxima das marcas das chamas deixada nos troncos e ramos das plantas e do índice espectral dNBR. Analisamos os efeitos do fogo sobre as taxas de mortalidade e de rebrota basal, para toda a comunidade e para o conjunto de espécies compartilhadas entre as fitofisionomias. A intensidade do fogo foi maior no CR, refletindo sua estrutura mais aberta e maior acúmulo de combustível fino nessa fitofisionomia. Apesar disso, a taxa de mortalidade foi baixa, indicando alta resistência das comunidades lenhosas ao fogo. Essa resistência foi maior no CO, no qual registramos maior proporção de indivíduos mantendo a copa viva (73.7%) do que no CR (61.3%). A resiliência, medida pelas taxas de rebrota basal e pela altura e diâmetro das rebrotas pós-fogo, foi igual entre o CO e o CR, sugerindo que resiliência pós-fogo via rebrota é uma adaptação funcional amplamente conservada nas espécies lenhosas do Cerrado. A altura das plantas foi o principal preditor da sobrevivência, uma vez que indivíduos mais altos apresentaram menor probabilidade de morte e de rebrota basal, corroborando a hipótese de escape vertical do fogo. Mostramos aqui que as respostas ao fogo das duas fitofisionomias são moldadas pela interação entre intensidade do fogo, a estrutura vertical da vegetação e os atributos evolutivos das plantas, como escape ao fogo e capacidade de rebrota pós-fogo. Nossos resultados sustentam a idéia de que a maior intensidade de fogo e as diferenças na estrutura vertical entre o Cerradão e o Cerrado Rupestre determinam diferentes respostas da vegetação lenhosa dessas duas fitofisionomias.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 132029001 - EDDIE LENZA DE OLIVEIRA
Interno - 131884001 - DIOGO ANDRADE COSTA
Externo ao Programa - 012.195.841-85 - LEANDRO MARACAHIPES DOS SANTOS - UnB
Externo ao Programa - 321161001 - Luciano Benedito de Lima
Notícia cadastrada em: 22/01/2026 13:52
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