Banca de QUALIFICAÇÃO: LUDIMILA RODRIGUES DE ALMEIDA QUEIROZ

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUDIMILA RODRIGUES DE ALMEIDA QUEIROZ
DATA : 10/07/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Online transmitido via Google Meet - Nova Xavantina - MT
TÍTULO:

Avaliação da Metodologia REDD+ e sua aplicação para estimativa de créditos de carbono em florestas do Cerrado


PALAVRAS-CHAVES:

mitigação das mudanças climáticas; sumidouros de carbono; florestas secundárias; dinâmica do carbono; Cerrado-Amazônia.


PÁGINAS: 68
RESUMO:

As florestas tropicais constituem um dos principais sumidouros de carbono da atmosfera, mas vêm perdendo gradativamente seu potencial de armazenamento. Os biomas Cerrado e Amazônia são os dois maiores do Brasil e estão entre os mais afetados pelas mudanças climáticas e atividades antrópicas. No primeiro capítulo desta dissertação, avaliamos se a inclusão da taxa de incremento anual dos estoques de carbono (Tx.MC) pode melhorar as estimativas de carbono nos projetos REDD+. Para isso, reunimos dados de biomassa e carbono disponíveis na literatura e calculamos a Tx.MC % ano-1 para diferentes formações florestais dos biomas Cerrado e Amazônia, e para florestas tropicais intactas e em regeneração das Américas. O incremento de carbono nos principais biomas brasileiros apresenta elevada variação, apresentando taxas positivas, neutras e perdas de carbono. Em um contexto mais amplo, as florestas tropicais intactas demonstraram declínio dos sumidouros de carbono de 0,14% ano-1 e -52% de CO₂, enquanto as florestas em regeneração acumularam 0,03 % ano-1 de carbono, removendo 11% a mais de CO₂. Nossas análises dão indícios de que estimar os estoques de carbono sem levar em conta a possibilidade de declínio nos anos seguintes ao início do projeto, pode ser um equívoco na metodologia REDD+. No segundo capítulo, avaliamos a dinâmica dos estoques de carbono em um cerradão preservado (CP) e em um cerradão em sucessão (CS), 50 anos após o corte raso, na região de transição Cerrado–Amazônia. Verificamos que não há diferença nos estoques entre as áreas (teste t: p = 0,53) e que ambas apresentam elevado potencial de armazenamento de carbono: o cerradão preservado com 64,8 Mg C ha⁻¹ ano⁻¹ (237,9 Mg CO₂ ha⁻¹ ano⁻¹) e o cerradão em sucessão com 66,1 Mg C ha⁻¹ ano⁻¹ (242,5 Mg CO₂ ha⁻¹ ano⁻¹). Apesar da redução dos estoques de carbono nos censos após o evento El Niño, tais variações não foram significativas (teste t pareado: p > 0,05). De forma semelhante, as variações canso-a censo não deferiram significativamente (p > 0,05). O incremento de carbono não apresentou tendência significativa CP (R² = 0,06; p = 0,74) ou no CS (R² = 0,24; p = 0,50), dentre as cinco espécies que mais acumularam carbono no CP, apenas uma também acumulou carbono no CS, como Hirtella glandulosa. Por outro lado, espécies como Xylopia aromatica, Matayba guianensis, Tapirira guianensis e Eriotheca gracilipes apresentaram redução no estoque de carbono em ambas as áreas, enquanto espécies como Emmotum nitens e Tachigali vulgaris apresentaram mudança de comportamento entre as áreas. Em geral, nossos resultados evidenciam o potencial das florestas tropicais para mitigação das mudanças climáticas e para preservação da biodiversidade na transição Cerrado-Amazônia. Mostramos que entender a dinâmica dos estoques de carbono e o quão as flutuações podem interferir nos projetos de créditos de carbono em modelos REDD+ é necessário para que metodologias futuras possam se tornar ainda mais robustas e creditáveis.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CAMILA LAÍS FARRAPO - UFLA
Externo à Instituição - CLÉBER RODRIGO DE SOUZA - UFLA
Presidente - 555.911.591-68 - PAULO SÉRGIO MORANDI - UNEMAT
Interna - 986.188.651-68 - SIMONE MATIAS DE ALMEIDA REIS - UFAC
Notícia cadastrada em: 26/06/2026 08:25
SIGAA | Tecnologia da Informação da Unemat - TIU - (65) 3221-0000 | Copyright © 2006-2026 - UNEMAT - sig-application-04.applications.sig.oraclevcn.com.srv4inst1