Banca de DEFESA: Tatiane Souza dos Santos

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Tatiane Souza dos Santos
DATA : 26/03/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

LIÇÕES DO MONITORAMENTO DA RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: INTEGRAÇÃO DE DADOS DE CAMPO E SENSORIAMENTO REMOTO



PALAVRAS-CHAVES:

Monitoramento da restauração; Recomposição da vegetação nativa; Regeneração natural assistida; Semeadura direta; Sensoriamento remoto.


PÁGINAS: 76
RESUMO:

A restauração ecológica é uma estratégia central para mitigar a degradação ambiental e enfrentar as mudanças climáticas, especialmente em países com grande passivo ambiental, como o Brasil. Nesse contexto, o monitoramento de indicadores de sucesso da restauração é fundamental, mas ainda enfrenta limitações operacionais quando baseado exclusivamente em levantamentos de campo. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficiência da integração entre dados de campo e sensoriamento remoto por veículos aéreos não tripulados (VANTs) no monitoramento da restauração ecológica no sul da Amazônia brasileira. Foram analisadas 12 áreas em processo de restauração, implementadas nos períodos de 2021/2022 e 2022/2023, sob dois métodos: semeadura direta (SD) e regeneração natural assistida (RNA). A partir de dados de campo, avaliamos os indicadores de cobertura vegetal, densidade e riqueza de regenerantes nativos, conforme protocolo oficial. Paralelamente, utilizamos imagens multiespectrais obtidas por VANT para gerar índices de vegetação (NDVI e RENDVI), métricas de diversidade espectral e variáveis estruturais, incluindo a detecção automatizada de copas. Foram examinadas as relações entre esses parâmetros remotos e os indicadores ecológicos, considerando métodos de intervenção e períodos de implementação, além de sua associação com critérios de conformidade da legislação ambiental. Os resultados indicaram que a maioria das áreas atingiu os valores mínimos de referência para riqueza (75%) e densidade (66,6%), enquanto a cobertura vegetal apresentou maior variabilidade, com 50% das áreas atendendo aos valores estabelecidos. Áreas conduzidas por SD apresentaram melhor desempenho em cobertura, enquanto ambos os métodos apresentaram resultados semelhantes para riqueza e densidade. O NDVI apresentou correlações mais consistentes com cobertura e densidade, evidenciando seu potencial como proxy de atributos estruturais da vegetação. O RENDVI apresentou respostas mais variáveis, sugerindo maior sensibilidade a condições fisiológicas. A diversidade espectral não apresentou relação consistente com a riqueza de espécies. De modo geral, os resultados indicam que a recuperação das áreas não segue uma trajetória linear, sendo influenciada por fatores locais e pelo contexto da paisagem. A integração entre dados de campo e sensoriamento remoto permitiu captar variações estruturais relevantes, especialmente relacionadas à cobertura vegetal. Assim, o uso combinado dessas abordagens se mostra promissor para ampliar a escala e a eficiência do monitoramento, subsidiando a avaliação do sucesso da restauração e o acompanhamento da regularização ambiental.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 480666201 - MÔNICA APARECIDA CUPERTINO EISENLOHR
Interno - 888.812.616-34 - FREDERICO AUGUSTO GUIMARÃES GUILHERME - UFJ
Interno - 253812001 - PEDRO VASCONCELLOS EISENLOHR
Externo à Instituição - CRISTIANO RODRIGUES REIS - USP
Externa à Instituição - PAMELA MOSER - UnB
Notícia cadastrada em: 24/03/2026 13:57
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