Banca de DEFESA: Agnelso Oliveira Paré

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Agnelso Oliveira Paré
DATA : 02/03/2026
HORA: 10:00
LOCAL: https://meet.google.com/qzv-vmak-otz
TÍTULO:

Funcionamento semântico-enunciativo de FURAR e ATRAVESSAR no português brasileiro: uma abordagem à luz da Teoria das Operações Predicativas e Enunciativas


PALAVRAS-CHAVES:

linguagem; operações enunciativas; sinonímia; TOPE; furar; atravessar


PÁGINAS: 67
RESUMO:

Temos como objetivo nesta pesquisa descrever o funcionamento semântico-enunciativo das unidades linguísticas “furar” e “atravessar” no português brasileiro, tomando como referencial a Teoria das Operações Predicativas e Enunciativas (TOPE), formulada por Antoine Culioli (1999a, 1999b, 2010) e desenvolvida por pesquisadores como Franckel e Paillard (2011), Rezende (2006) e Dalla Pria (2009). A investigação parte da problematização da noção de sinonímia tal como apresentada nas gramáticas normativas, representadas por autores como Bechara (2009), Cegalla (2008), Cunha e Cintra (2008) e Rocha Lima (2011), bem como em abordagens da semântica formal, a exemplo de Frege (2002), Kaplan (1989) e Cançado (2008). Ao examinar essas perspectivas, evidencia-se que a sinonímia, compreendida como equivalência entre unidades, não se sustenta quando confrontada com o funcionamento das ocorrências no interior do enunciado. O corpus é constituído por 7 enunciados extraídos de mídias digitais e jornais on-line, selecionados por evidenciarem diferentes configurações de relação predicativa. As análises foram realizadas por meio de reconstruções e reformulações, que permitiram explicitar as operações de representação, referenciação e regulação mobilizadas em cada ocorrência. Os resultados mostram que “furar” se estabiliza quando a relação predicativa configura um limite cuja incidência instaura descontinuidade no domínio, enquanto “atravessar” se estabiliza quando a ocorrência constrói um percurso no interior de uma extensão configurada como contínua. Em determinadas configurações, ambas as unidades podem aproximar-se, não por compartilharem identidade, mas porque o domínio construído torna compatíveis operações distintas. O percurso analítico permite afirmar que a questão da sinonímia não se resolve pela identificação de conteúdos partilhados, mas pela descrição das operações que configuram cada ocorrência. Ao evidenciar que “furar” e “atravessar” se distinguem pelo modo como organizam a relação predicativa, esta pesquisa mostra que a aproximação entre elas não decorre de identidade, mas de condições específicas de estabilização no domínio construído no enunciado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 123477002 - ALBANO DALLA PRIA
Interno - 608.502.953-51 - ISAEL DA SILVA SOUSA -
Externa à Instituição - ELIZABETH GONÇALVES LIMA ROCHA - UFPI
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 17:41
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