UM MINUTO DE RESISTÊNCIA: O CHÃO DA ESCOLA COMO ESPAÇO DE ENFRENTAMENTO AO RACISMO RECREATIVO ATRAVÉS DO VÍDEO-MINUTO.
Racismo recreativo; cabelo; tranças; leitura digital; vídeo-minuto.
A presente pesquisa-ação insere-se no campo da linguística aplicada e do letramento literário, tendo como ambiente de pesquisa as turmas de 8º ano da Escola Estadual Professora Mariana Luiza Moreira, localizada no município de Cuiabá, Mato Grosso. O tema central da investigação abrange a mediação da leitura literária em suporte digital direcionada à formação cidadã e ao letramento racial na escola pública. O objetivo geral consiste em desenvolver a consciência crítica e o letramento digital de estudantes do Ensino Fundamental II por meio da leitura mediada da obra Betina (2019), da escritora Nilma Lino Gomes, focando no protagonismo juvenil e na desconstrução de práticas de racismo recreativo ligadas à estética negra, como o cabelo afro e as tranças.A metodologia, de natureza qualitativa e intervencionista, organiza-se por meio de uma sequência de letramento que envolve a mediação de leitura no formato digital, análises de trechos significativos da narrativa, rodas de conversa estruturadas e o compartilhamento de vivências pessoais dos discentes. Como culminância do processo e expressão do protagonismo autoral, os estudantes utilizam recursos tecnológicos e dispositivos móveis para a roteirização, gravação e edição de produções audiovisuais na modalidade vídeo-minuto. Os resultados esperados apontam para a ampliação do engajamento crítico dos estudantes, o fortalecimento de posturas empáticas e antirracistas no cotidiano escolar, demonstrando que a articulação entre a literatura de autoria negra e as ferramentas digitais constitui um subsídio fundamental para a humanização das relações e para a transformação social.