Banca de DEFESA: GONÇALINA BENEDITA DE BARROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GONÇALINA BENEDITA DE BARROS
DATA : 22/03/2026
HORA: 08:00
LOCAL: google meet
TÍTULO:

PRÁTICAS DE ORALIDADE, LEITURA E ESCRITA DE MITOS INDÍGENAS: LETRAMENTO LITERÁRIO E RESISTÊNCIA


PALAVRAS-CHAVES:

Estudos Literários, formação do leitor literário, oralidade, mitos indígenas, Daniel Munduruku.


PÁGINAS: 110
RESUMO:

Nesta pesquisa, tivemos como objetivo geral trabalhar a formação do leitor literário por meio da oralidade, leitura, escrita e reescrita de mitos indígenas, visando ressignificar a prática pedagógica no sétimo ano do Ensino Fundamental. Como objetivos específicos buscamos: 1) despertar nos/as estudantes o prazer pela leitura a partir da valorização da Literatura Indígena, como forma de respeito aos povos originários, contribuindo para que se tornem leitores críticos e autônomos; 2) estimular a oralidade, como parte importante do processo de desenvolvimento da leitura do texto escrito; e 3) aprimorar habilidades de leitura e escrita, por meio da contação, leitura e reescrita de mitos. Partindo do Método Recepcional e dos Estudos Literários, tendo como suporte o livro Mitos Indígenas, do escritor Daniel Munduruku, foi possível mostrar aos/às estudantes a importância da oralidade e da leitura no processo de escrita, fazendo com que eles percebessem a importância da Literatura Indígena. Como aporte teórico, nos pautamos em Souza (2023), Coelho (2000), Colomer (2003), Cosson (2022), Benjamin (1987), Bordini e Aguiar (1988), Martins (1994), Freire (2021, 2024), Bakhtin (2011), Delgado (2025), Eliade (2010), Graúna (2013), Marcuschi e Dionísio (2007), Jacob (2023), Koch (2018), entre outros autores. Além disso, para o desenvolvimento das práticas pedagógicas construídas ao longo da pesquisa, tomamos como base documentos norteadores como a Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018) e o Documento de Referência Curricular para o Estado de Mato Grosso (Mato Grosso, 2018). A ideia de trabalhar com mitos indígenas surgiu da necessidade de enriquecer o repertório cultural dos/as estudantes e valorizar histórias que são pouco abordadas no ambiente escolar. Foram realizadas contações de histórias, permitindo a escuta atenta, construção de significados e a interação por meio da oralidade. Com base nessa vivência, os/as estudantes realizaram leituras, recontos, produções autorais, reescritas e ilustrações, resultando na apresentação oral das histórias. Esse processo contribuiu para a promoção da alteridade nos/as estudantes, ao permitir a interação com diferentes perspectivas culturais, expandindo sua compreensão sobre cultura, identidade e formas plurais de existência, assim como, para o reconhecimento dos saberes indígenas como conhecimentos vivos, passados de geração em geração. Em suma, este estudo se estabeleceu como uma experiência pedagógica sólida, sensível e formativa ao incentivar práticas integradoras da oralidade, leitura, escrita e reescrita, e que destacam o protagonismo dos/as estudantes, a escuta atenta e o respeito à alteridade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 121962002 - EVERTON ALMEIDA BARBOSA
Interna - 257877001 - TATIANE SILVA SANTOS
Externa à Instituição - NORMA SUELI ROSA LIMA - UERJ
Notícia cadastrada em: 12/03/2026 16:59
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