AUTISMO NA ESCOLA: RESSIGNIFICAÇÃO DISCURSIVA E PRÁTICAS INCLUSIVAS NO 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Autismo. Análise do Discurso. Neurodiversidade. Lexicografia. Ressignificação.
Esta dissertação resulta de um projeto de intervenção pedagógica que teve como objetivo articular atividades de leitura e de escrita voltadas para o desenvolvimento de práticas educacionais inclusivas e para, especialmente, ressignificar positivamente o termo "autismo" no ambiente escolar. Partindo do desafio da convivência com a diferença em sala de aula, a pesquisa busca desconstruir estereótipos associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fomentar práticas linguísticas e sociais inclusivas. A metodologia integra quatro eixos: (1) análise lexicográfica diacrônica do verbete "autismo" em dicionários, baseada nos estudos de Nunes (2009) sobre dicionários como artefatos culturais que legitimam sentidos; (2) exibição e debate do filme O Milagre de Tyson; (3) atividade "Cápsula do Tempo" para comparar percepções discentes pré e pós-intervenção; e (4) produção de cartazes temáticos. A intervenção será realizada com estudantes do 7º ano da Escola Estadual Professor Fernando Leite de Campos (Várzea Grande-MT), visando à reflexão crítica sobre discursos estigmatizantes e à circulação de novos sentidos sobre neurodiversidade. Fundamenta-se teoricamente na Análise do Discurso de linha francesa, na relação entre linguagem e poder (Orlandi, 2015) e na abordagem lexicográfica de José Horta Nunes (2009), que destaca o papel dos dicionários na construção e estabilização de significados sociais. A pesquisa ancora-se ainda nas legislações inclusivas, como a Lei Berenice Piana (2012). O cronograma prevê 32 horas/aula, com culminância em exposição interativa para a comunidade escolar. A pesquisa contribui para a construção de ambientes educacionais mais equitativos, alinhados às políticas de educação inclusiva, e seus resultados serão convertidos em um e-book pedagógico para replicação na rede municipal de ensino de Cuiabá (MT).