Banca de DEFESA: MARIA CATARINA CEBALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA CATARINA CEBALHO
DATA : 16/03/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Semipresencial PPGEDU e via meet.google.com/bbf-uhqv-ikw
TÍTULO:

A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E O EMPODERAMENTO FEMININO NO TERRITÓRIO PANTANEIRO DE CÁCERES, MT


PALAVRAS-CHAVES:

Educação de Jovens e Adultos (EJA). Empoderamento Feminino. EJA Feminina. Território Pantaneiro.


PÁGINAS: 130
RESUMO:

A presente dissertação, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Mato Grosso (PPGEdu/UNEMAT), na linha de pesquisa Educação e Diversidade, investigou como a Educação de Jovens e Adultos (EJA) contribui para os processos de empoderamento e emancipação de mulheres estudantes no território de Cáceres/MT. De natureza qualitativa e fundamentada na hermenêutica filosófica de Gadamer, a pesquisa teve como campo inicial a Escola Estadual Professor Milton Marques Curvo, contudo, entraves burocráticos institucionais inviabilizaram a realização das atividades no espaço físico escolar. Tal circunstância exigiu o redimensionamento do trabalho de campo para outros ambientes do território pantaneiro, que se revelou um cenário potente de produção de saberes e experiências. O estudo debruçou-se sobre as trajetórias escolar de mulheres estudantes do Projeto Muxirum, e estudante/ex-estudantes da referida escola, buscando nelas rastros de uma história que se recusa ao esquecimento. Através de entrevistas, diálogos e rodas de conversa, teceram-se narrativas sob uma escuta sensível, exercício benjaminiano de acolher o fragmento para reconstruir o sentido da experiência. O percurso metodológico estruturou-se em cinco etapas: (i) levantamento bibliográfico; (ii) encontro dialógico com as estudantes; (iii) aplicação de questionários semiestruturados; (iv) realização de entrevistas e rodas de conversa; e (v) análise e interpretação dos dados. A imersão territorial funcionou como o cenário onde o conceito teórico e a experiência vivida se complementaram, produzindo um conhecimento que transcende dados estatísticos. O objetivo central do estudo consistiu em analisar de que modo a modalidade de ensino potencializou o empoderamento feminino ao reconhecer as experiências de vida, as memórias e as trajetórias como partes constitutivas do processo educativo. As discussões fundamentaram-se em um consistente aporte teórico que articulou educação popular, epistemologias do Sul e feminismos decoloniais, dialogando com autores como Paulo Freire, Carlos Rodrigues Brandão, Vilmar Alves Pereira, Miguel Arroyo, Aníbal Quijano, Boaventura de Sousa Santos, Joice Ribeiro da Silva, María Lugones, bell hooks, Angela Davis, Hans-Georg Gadamer, Walter Benjamin, Conceição Evaristo, Grada Kilomba, Manoel de Barros, Milton Santos, Michel Foucault, Kimberlé Crenshaw, Waldineia Antunes de Alcântara Ferreira, Beleni Saléte Grando, Lisanil da Conceição Patrocínio Pereira, Maria Cecilia Bacellar Sardenberg, Loriége Pessoa Bitencourt, Laudemir Luiz Zart, Gerson Luiz Buczenko, Maria Arlete Rosa, Rosane Duarte Rosa Seluchinesk e Adriano Batista Castorino, entre outros. Os resultados evidenciaram que a permanência na EJA transcendeu a dimensão da alfabetização e da escolarização formal. A modalidade configurou-se como um processo insurgente de reconstrução identitária, consolidando o que se denomina de EJA Feminina, um território onde o empoderamento se materializou em trajetórias de continuidade. A pesquisa apresentou que, enquanto algumas mulheres celebraram a conquista de seguir no nível fundamental e médio, outras foram além, e já ocupam cadeiras no ensino superior público. Esse fluxo de transformação afirma que a EJA Feminina é um dos caminhos de uma emancipação que se expande na ocupação de espaços de ser e saber. Concluiu-se que, ao legitimar saberes cotidianos e trajetórias de vida, a EJA se firma como território político de resistência, possibilitando às mulheres a autonomia sobre seus destinos e reafirmando a educação como autêntica prática de liberdade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 884979001 - VILMAR ALVES PEREIRA
Interna - 53664001 - ROSANE DUARTE ROSA SELUCHINESK
Externa ao Programa - 60581101 - LISANIL DA CONCEICAO PATROCINIO PEREIRA
Externa à Instituição - MARIA ARLETE ROSA - UTP
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 08:57
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