ESPECTRORRADIOMETRIA APLICADA À DISCRIMINAÇÃO DE ESPÉCIES DE IPÊ
análise espectral; aprendizado de máquina; espectrorradiometria; sensoriamento remoto; assinaturas espectrais; discriminação de espécies; espécies de ipê.
O sensoriamento hiperespectral associado ao aprendizado de máquina constitui uma abordagem promissora para a discriminação de espécies arbóreas, uma vez que possibilita explorar diferenças sutis na resposta espectral relacionadas às características bioquímicas e estruturais das folhas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a eficiência da espectrorradiometria na discriminação de quatro espécies de ipê (Tabebuia rosea, Tabebuia roseoalba, Handroanthus chrysotrichus e Handroanthus impetiginosus) presentes no município de Sinop, Mato Grosso. Amostras foliares foram coletadas em ambiente urbano e submetidas à aquisição de curvas espectrais pelo sensor Ocean Optics STS-VIS-L-50-400-SMA, na faixa de 450 a 824 nm. Os dados foram organizados em bandas espectrais e índices derivados da diferença de inflexão de reflectância (RID) e analisados por técnicas multivariadas e algoritmos de aprendizado de máquina. As curvas espectrais evidenciaram diferenças entre as espécies, principalmente nas regiões do visível e infravermelho próximo. A PCA, utilizada para avaliar a discriminação convencional das espécies, não apresentou separação clara entre os grupos. A Regressão Logística apresentou o melhor desempenho geral, especialmente quando associada ao conjunto WL, seguida pelo SVM. O desempenho dos classificadores foi dependente do conjunto de variáveis espectrais utilizado.