MATO GROSSO PELA ÓTICA DE RACHELE STEIGRUBER: UMA ANÁLISE DA OBRA O ANJO DE MATO GROSSO (1999)
Ensino de História; Memória; Literatura; Rael Steingruber
Este estudo analisa a trajetória da enfermeira suíça Dona Rael Steingruber, missionária no Mato Grosso, Brasil entre o ano de sua chegada em 1949 ate o seu falecimento no ano de 2016. O Objetivo é compreender seu papel na assistência à saúde, evangelização em comunidades rurais e indígenas da região. Através da metodologia da analise textual, procuramos aproximar o mais possível da realidade vivenciada nesse período na cidade de Rosário Oeste e Várzea Grande/MT. Como pioneira no atendimento em algumas comunidades indígenas, deixou registros de sua vivência, juntamente com sua irmã Rebeca Steingruber e os missionários da Igreja presbiteriana, contribuindo para aliviar os efeitos de doenças e da falta de assistência hospitalar, devido a diminuta atuação do poder público Estadual, mais preocupado em garantir a posse do território, beneficiando através da oferta de terras, a preços irrisórios, construindo uma rede de latifúndios improdutivos, dando origem a uma oligarquia rural, e privilégios na área da administração pública. Os resultados mostram que as irmãs Steingruber desenvolveram várias atividades na enfermagem, contavam com apoio de doadores de seu país de origem, que confiavam na correta aplicação das doações enviadas. Apesar do empenho das missionárias, houve a interferência de denúncias, talvez devido ao volume de doações recebidas, provocando o afastamento temporário de Dona Rael, de sua propriedade, o que provocou desgastes emocionais, e a necessidade de procurar auxilio jurídico, junto a Federação Espírita do Estado de Mato Grosso FEEMT, para reaver o patrimônio que foi açambarcado por supostos missionários. Na busca de levar o aluno a compreender o processo histórico das irmãs Steingruber em Mato Grosso, entender a relação Governo de Getúlio Vargas, com o incentivo a ocupação das áreas potencialmente viáveis na economia, as desigualdades sociais e os privilégios às famílias tradicionais, e os desdobramentos dai decorrentes, pudessem compreender a história e seu significado para a sociedade atual, através da leitura de seus registros pessoais, visita a Fundação Nova Suíça, e ao Memorial construído para preservar a memória local, dando importância para a reconstrução e significação da História, entendendo não só o fato isolado, mas os meandros percorridos, e como os sujeitos históricos vivenciaram e perceberam tais ocorrências.