Banca de DEFESA: GIRLENE APARECIDA RAMOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GIRLENE APARECIDA RAMOS
DATA : 17/08/2026
HORA: 08:00
LOCAL: meet.google.com/nyz-bood-tjt
TÍTULO:

RACISMO AMBIENTAL E RESISTÊNCIA DO POVO QUILOMBOLA DE LAGOINHA DE BAIXO, EM CHAPADA DOS GUIMARÃES, MATO GROSSO


PALAVRAS-CHAVES:

Quilombo, Territorio, Commodities, Resistencia.


PÁGINAS: 140
RESUMO:

As comunidades quilombolas no Brasil possuem uma trajetória marcada pela luta em defesa da identidade, da cultura e do território. No estado de Mato Grosso, esses grupos enfrentam pressões decorrentes da expansão do agronegócio, do desmatamento e do racismo ambiental, fatores que ameaçam seus modos de vida e os vínculos ancestrais com a terra. Esta dissertação analisou a resistência socioespacial da comunidade quilombola Lagoinha de Baixo, localizada no município de Chapada dos Guimarães, com o objetivo de compreender os impactos da expansão da fronteira agrícola e dos processos históricos de expropriação sobre esse território tradicional. A pesquisa, de abordagem qualitativa e fundamentada em revisão bibliográfica, buscou recuperar a ancestralidade e a trajetória histórica da comunidade, compreender o uso dos recursos naturais e dos saberes tradicionais e refletir sobre as desigualdades socioambientais que afetam o modo de vida quilombola. Os resultados evidenciam que, apesar da pressão exercida pela monocultura da soja, a comunidade mantém práticas coletivas de produção, partilha e manejo sustentável do Cerrado, preservando conhecimentos relacionados à alimentação, à medicina tradicional e à espiritualidade. Tais práticas fortalecem a memória coletiva, a solidariedade e a identidade quilombola, configurando-se como estratégias de resistência diante das desigualdades sociais e das ameaças ambientais. A luta contra o racismo ambiental revela-se um desafio permanente, evidenciando a necessidade de políticas públicas intersetoriais nas áreas de educação, saúde e cultura, associadas a investimentos voltados para a agricultura familiar, a recuperação de áreas degradadas por processos de grilagem e a regularização fundiária do território quilombola. Essas iniciativas são essenciais para promover a autonomia da comunidade Lagoinha de Baixo, assegurar sua dignidade, garantir a continuidade de sua cultura e fortalecer seu desenvolvimento socioeconômico.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 60581007 - LISANIL DA CONCEICAO PATROCINIO PEREIRA
Interno - 83260001 - AUMERI CARLOS BAMPI
Externa à Instituição - MARIA TERESA HENRIQUES DA CUNHA MARTINS - UC
Notícia cadastrada em: 03/08/2026 14:07
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