APLICAÇÃO DE CONTROLADOR PID NO CONTROLE MICROCLIMÁTICO DE CONFINAMENTO DE GADO LEITEIRO
automação agropecuária; conforto térmico animal; índice de temperatura e umidade; pecuária de precisão.
Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar, em ambiente de simulação, uma lógica computacional para o controle microclimático de instalações destinadas ao confinamento de gado leiteiro do tipo Free-Stall. A solução integrou o algoritmo Proporcional-Integral-Derivativo (PID) ao cálculo dinâmico do Índice de Temperatura e Umidade (ITU), utilizado como variável de processo em malha fechada. A pesquisa caracterizou-se como aplicada, de natureza tecnológica e abordagem quantitativa. A arquitetura de controle foi desenvolvida no ambiente Siemens TIA Portal, tendo o Controlador Lógico Programável SIMATIC S7-1200 como plataforma-alvo do produto. Para viabilizar a avaliação computacional, utilizou-se o S7-PLCSIM, acoplado a uma planta virtual representada por um modelo de Primeira Ordem com Tempo Morto. A lógica proposta combinou a modulação da ventilação mecânica por inversores de frequência, o acionamento intermitente da aspersão e uma máquina de estados finitos destinada ao intertravamento de segurança higrométrica. A avaliação preliminar considerou cenários climáticos de Sinop, Alta Floresta, Chapada dos Guimarães e Alto Taquari, elaborados com base em dados meteorológicos de 2025. Os resultados de simulação indicaram que o controlador conduziu o ITU em direção ao ponto de ajuste de 68,0 nos cenários analisados e apresentou menor erro acumulado e menor número de comutações quando comparado ao controle descontínuo. Entretanto, os percentuais de sobresinal obtidos em Sinop e Chapada dos Guimarães superaram o limite de 5% previamente definido, indicando a necessidade de revisão da sintonia ou reavaliação fundamentada do critério de aceitação. Conclui-se, preliminarmente, que a arquitetura apresenta potencial para o controle microclimático automatizado, embora sua estabilidade, eficiência energética, aplicabilidade em campo e viabilidade para transferência de tecnologia ainda dependam da conclusão dos ensaios computacionais, da disponibilização das evidências de execução e de posterior validação experimental